x
UAI
teste

Testamos: Volkswagen Tera com o novo motor 200 TSI e câmbio de oito marchas

SUV compacto ganha conjunto 200 TSI com câmbio automático de oito marchas, respostas mais rápidas ao acelerador e preços mantidos

Publicidade
VW Tera High
VW Tera High Foto: Divulgação/Volkswagen

O Volkswagen Tera 2027 chega com mudanças importantes no conjunto mecânico. A principal novidade é a adoção do motor 200 TSI, que substitui o antigo 170 TSI nas versões equipadas com câmbio automático. A mudança promete resolver uma das principais críticas ao SUV desde o lançamento: a demora para responder quando o motorista pisa fundo no acelerador.

Nosso primeiro contato com o Tera Comfort 2027 foi breve, em um percurso rápido, no interior de São Paulo. O trajeto teve basicamente retas com leves curvas comuns na estrada, o que limitou a avaliação a situações típicas de estrada. Ainda assim, foi possível perceber uma evolução importante na resposta do conjunto mecânico.

VW Tera High
VW Tera High Foto: Divulgação/Volkswagen

Motor mais forte e respostas rápidas

No antigo Tera 170 TSI, havia um intervalo perceptível entre pisar no acelerador e sentir o carro ganhar velocidade. Na época, a Volkswagen atribuiu esse comportamento às estratégias de gerenciamento do motor necessárias para atender às exigências de emissões do Proconve L8.

Agora, a resposta é um pouco mais rápida, pois ainda da para sentir o leve delay no acelelador. O SUV consegue arrancar com mais disposição e transmite uma sensação de maior agilidade, principalmente nas retomadas. A diferença aparece logo nas primeiras acelerações, tornando a condução mais agradável em situações que exigem respostas imediatas.

O motor 200 TSI entrega até 128 cv com etanol e 116 cv com gasolina, sempre com torque de 20,4 kgfm. O ganho de potência, entretanto, não explica sozinho a melhora percebida. O trabalho da transmissão e a calibração eletrônica também influenciam diretamente a maneira como a força chega às rodas.

Câmbio de oito marchas faz diferença

Outra mudança importante está na transmissão automática, que passa a ter oito marchas. O novo câmbio trabalha de maneira suave, com trocas pouco perceptíveis durante a condução. Nas acelerações, o motor pode subir de giro para entregar força, mas o funcionamento do conjunto se mostrou mais progressivo e menos sujeito aos trancos que podiam aparecer no modelo anterior.

Segundo a Volkswagen, o Tera 200 TSI acelera de zero a 100 km/h em 9,2 segundos com gasolina e 9,5 segundos com etanol. Apesar de o combustível vegetal elevar a potência máxima, o desempenho declarado é ligeiramente melhor com gasolina. Isso mostra que a potência máxima não determina sozinha o resultado, já que a faixa de rotação, o gerenciamento eletrônico e as relações de transmissão também interferem na aceleração.

Suspensão segue firme

Na parte dinâmica, o Tera mantém características já conhecidas dos modelos da Volkswagen. A suspensão tem acerto firme, que ajuda a controlar os movimentos da carroceria, embora a avaliação em um percurso tão curto não permita tirar conclusões definitivas sobre o comportamento em diferentes tipos de piso.

Os freios a disco nas quatro rodas também merecem destaque. Nas situações experimentadas, o SUV apresentou frenagens progressivas, sem provocar movimentos bruscos dos ocupantes.

Consumo muda pouco

O desempenho melhorou, mas o consumo oficial permanece próximo ao do modelo anterior. De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o Tera 200 TSI registra 8,7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, as médias são de 12,6 km/l no ciclo urbano e 14,4 km/l no rodoviário.

O antigo Tera 170 TSI fazia 8,6 km/l e 10,3 km/l com etanol, respectivamente. Com gasolina, eram 12,2 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada. Na prática, o modelo atualizado melhora discretamente o consumo urbano, mas perde um pouco na estrada. Portanto, a principal vantagem da mudança está mesmo no desempenho e na resposta ao acelerador, não em uma redução expressiva dos gastos com combustível.

Vale a pena?

A primeira impressão do Volkswagen Tera Comfort 2027 é positiva. O novo motor, aliado ao câmbio automático de oito marchas, deixa o SUV mais ágil e corrige uma das características que mais comprometiam a experiência ao volante. Mesmo com um teste curto, a evolução nas respostas ao acelerador foi minimamente evidente.

Outro ponto favorável é a decisão da Volkswagen de manter os preços das versões atualizadas, ampliando o desempenho sem exigir um desembolso adicional pela mudança mecânica. Em um segmento cada vez mais competitivo, pressionado pela chegada de novas marcas e modelos chineses, a estratégia ajuda a manter o Tera atraente.

• Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!