Baú do Veiga

Confira a reestilização brasileira do Golf que foi rejeitada pela Volkswagen

Luiz Alberto Veiga, ex-designer da Volkswagen, revela imagem da reestilização proposta pela subsidiária brasileira para a quarta geração do modelo

Proposta de reestilização do Volkswagen Golf, revelada por Luiz Alberto Veiga, ex-designer da marca alemã.
Uma das propostas de reestilização da quarta geração do Golf incoporava faróis duplos assimétricos em parábola, grade mais ampla e para-choque mais "limpo" Reprodução

Desta vez, Luiz Alberto Veiga traz à luz uma reestilização do Golf que foi rejeitada pela Volkswagen alemã. É mais um capítulo do fundo do baú do ex-designer da marca alemã, que já mostrou propostas no mínimo curiosas como o Voyage do Gol Bolinha, a picape do Santana (com caçamba da Hilux) e algumas reestilizações da Kombi.

“Fizemos esta proposta de facelift do Golf, que foi apresentado a representantes do board alemão como uma solução ‘barata’ para uma modernização do modelo no Brasil. Após a apresentação recebemos ordens de esconder e destruir o modelo”, postou Luiz Alberto Veiga no Instagram.

Golf MK4,5 teve visual polêmico

Para contextualizar, a proposta de reestilização foi feita para a quarta geração do Golf, que chegou a ser fabricada no Brasil a partir de 1999. Em nível global, essa carroceria durou até 2006, quando foi substituída pela quinta geração.

Porém, no Brasil, a quarta geração do modelo durou até 2007, quando recebeu uma reestilização apelidada de “quatro e meio”. Por aqui essa carroceria durou até 2014, quando foi substituída pela geração 7 global (portanto, não tivemos por aqui nem o Golf MK5 e nem o MK6).

E a publicação do ex-designer da Volkswagen fez barulho justamente porque o MK 4,5 é considerado meio bastardo. “Esse design teria sido melhor do que o Golf 4,5 que se teve… Aquilo ali é uma aberração até hoje”, comentou o seguidor Matheus Cabrera.

Proposta de reestilização de Luiz Alberto Veiga foi elogiada

A imagem do Golf reestilizado divulgada por Luiz Alberto Veiga tem duas propostas de design, uma em cada lado do veículo. O da direita tem faróis duplos parabólicos e assimétricos, a grade um pouco mais ampla e para-choque dianteiro mais limpo e horizontal.

Não é possível ver a traseira, o que também ficou só na vontade para vários seguidores. Já a segunda proposta, do lado esquerdo, só é possível constatar que p farol é “fechado”, mais convencional.

“Na verdade tínhamos conseguido um grande impacto visual com muito pouco investimentos e mudanças, enquanto a Alemanha estava desenvolvendo um Golf completamente novo, até o último parafuso, com um custo astronômico”, explicou o ex-designer da Volkswagen.

“Para o Brasil, a decisão foi ruim, porque continuamos com um modelo desatualizado e não tivemos dinheiro para produzir aqui o novo Golf, mais uma vez, devido aos grandes investimentos necessários, versus nosso mercado, sempre vacilante e traiçoeiro”, comentou o ex-designer da Volkswagen.

Colagem compara a proposta de reestilização do Volkswagen Golf (acima) com o visual de fato adotado na geração MK4,5 (abaixo).
Colagem compara a proposta de reestilização do Volkswagen Golf (acima) com o visual de fato adotado na geração MK4,5 (abaixo)

Porém, algumas pessoas viram alguma semelhança com a proposta de Veiga com o visual do MK4,5 que chegou ao mercado. “Mas o Golf acabou sendo reestilizado em 2008 num facelift quase igual esse, chamado de Golf 4,5. Que foi exportado até para o Canadá”, comentou o seguidor Rodrigo Cambará. E, se você comparar na imagem acima, não deixa de ser verdade.