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Gasolina ou diesel? Mecânico revela qual motor é melhor no inverno

Entenda por que a partida em dias frios favorece os modelos a gasolina e descubra os segredos mecânicos para proteger seu veículo no inverno

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Motor 2.0 turbo a gasolina é novidade na linha GWM no Brasil
Motor 2.0 turbo a gasolina é novidade na linha GWM no Brasil Foto: Divulgação/GWM

O mecânico Juan José Ebenezer explicou em um vídeo publicado no TikTok as diferenças entre motores a gasolina e a diesel em períodos de temperaturas baixas. Diante da chegada dos meses de inverno, o profissional afirmou que veículos movidos a gasolina oferecem mais facilidade aos condutores devido às características do combustível e ao modo de ignição.

De acordo com Ebenezer, a partida a frio constitui o obstáculo primário nesses cenários. Essa etapa consiste no período em que o motor apresenta maior dificuldade para produzir as combustões iniciais indispensáveis ao funcionamento.

Diferenças de ignição e queima

Veiculo /  Materia sobre Imobilizador Eletronico
Foto Marlos Ney Vidal/Estado de Minas - 15/12/2004 - Materia sobre Imobilizador Eletronico. Na foto, detalhe do tambor de ignicao do veiculo Fiat Uno Fire, chamado Fiat Code Foto: Foto Marlos Ney Vidal/Estado de Minas - 15/12/2004 - Materia sobre Imobilizador Eletronico. Na foto, detalhe do tambor de ignicao do veiculo Fiat Uno Fire, chamado Fiat Code

O especialista indicou que os motores a diesel funcionam por autoignição: o combustível entra em autocombustão após ser injetado no cilindro, processo impulsionado pela compressão interna e pela elevação de temperatura.

Nos veículos a gasolina, o cilindro opera com menor compressão e temperaturas mais baixas. O combustível queima a partir de uma faísca. Ebenezer ressaltou que a gasolina é mais volátil, fator que possibilita uma mistura mais simples com o ar do combustível.

Desafios na partida e comportamento no frio intenso

Carro rodando sobre a neve.
Não precisa ter neve na pista para que seu carro sinta os efeitos do frio Foto: Arquivo EM

O mecânico dividiu a operação em duas barreiras principais: a partida e os primeiros segundos de rotação. Para o carro ligar, é necessário elevar a temperatura interna de cada cilindro, procedimento realizado pelo ar absorvido ou por pré-aquecedores, recurso característico dos carros a diesel. O segundo desafio consiste na pulverização adequada do combustível injetado.

Em localidades marcadas pelo frio extremo, especialmente em certas áreas da Rússia, Ebenezer relatou que motoristas adotam a prática de manter o motor acionado continuamente: os veículos permanecem ligados em marcha lenta ao longo de 24 horas consecutivas para evitar danos e poupar esforço mecânico.

Nesses locais, temperaturas entre 30 e 40 graus negativos levam o motor desligado a atingir rapidamente um quadro de rigidez e travamento, gerando severa resistência em novas tentativas de funcionamento. Ebenezer orientou os motoristas a adaptarem o carro escolhido ao local de residência e à forma de uso rotineiro.

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