A Honda tornou-se a primeira empresa do mundo a receber a classificação máxima de 5 estrelas na avaliação de produtos e serviços do FIA Road Safety Index. A iniciativa foi criada pela Federação Internacional do Automóvel (FIA), entidade máxima do automobilismo mundial.
O índice permite que empresas e organizações avaliem, gerenciam e aprimorem seu impacto na segurança viária. O reconhecimento da montadora japonesa ocorreu no Autodromo Nazionale Monza, na Itália, durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 realizado em setembro.
Como a avaliação é feita
O sistema do FIA Road Safety Index possui duas classificações. A primeira é a Avaliação da cadeia de suprimentos, que abrange desde a aquisição de matérias-primas até a entrega dos produtos. A segunda é a Avaliação de produtos e serviços, que analisa os aspectos de segurança do que é oferecido ao cliente.
A Honda obteve a nota máxima de 5 estrelas na categoria de produtos e serviços. A empresa já havia sido a primeira do setor automotivo a receber 3 estrelas, que era o nível mais alto existente na época, por suas operações no Japão. A informação é baseada no manual de produtos e serviços revisado em fevereiro de 2025.
Recentemente, a FIA expandiu o índice de três para cinco estrelas, fortalecendo a metodologia para elevar os padrões de gestão. Os níveis de quatro e cinco estrelas passaram a incluir novos módulos de avaliação: planejamento, monitoramento de desempenho e gestão da cultura de segurança.
Compromisso com a segurança
Para se adequar à evolução do índice, a Honda ampliou o escopo da avaliação para 17 países, que respondem por mais de 90% de suas vendas globais de motocicletas e automóveis. O processo de gestão global da empresa, baseado no ciclo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir), foi amplamente reconhecido pela FIA.
Com o slogan global “Safety for Everyone” (Segurança para Todos), a Honda trabalha para contribuir com uma sociedade livre de colisões. A empresa estabeleceu metas intermediárias para alcançar esse objetivo.
Uma delas é reduzir em 50%, até 2030, o número de fatalidades em acidentes com motocicletas e automóveis da marca em todo o mundo, em comparação com os níveis de 2020. O objetivo final é zerar as mortes em acidentes de trânsito envolvendo seus veículos até 2050.
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