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Honda revisa meta de redução de CO2 de 27,2% para 13,6%

Empresa diz que taxas de redução de intensidade de emissões foram ajustadas para refletir as condições reais do mercado e mudanças nas políticas comerciais

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Fábrica da Honda em Itirapina, no interior de São Paulo, receberá investimentos para o desenvolvimento de novas tecnologias
Fábrica da Honda em Itirapina, no interior de São Paulo, receberá investimentos para o desenvolvimento de novas tecnologias Foto: Honda/Divulgação

A Honda divulgou hoje um novo relatório ESG sobre a estratégia global da companhia e revisou as metas de redução de CO2 para 2031 de 27,2% para 13,6% para automóveis e 34% para 15% para motocicletas.

O documento enfatiza a meta de atingir a neutralidade de carbono até 2050 através do conceito "Triple Action to ZERO", que foca em energia limpa e circularidade de recursos.

Mais cedo, a Honda Honda divulgou os números da produção no mês de maio de 2026. Os dados apontam para o quarto mês seguido de queda na produção mundial na comparação com mesmo período do ano anterior.

Em maio de 2025, a Honda produziu 287.498 unidades em todo o mundo, contra 273.307 unidades em maio de 2026. O número representa uma queda de 4,94%.

O texto do relatório ESG destaca o compromisso com a segurança no trânsito e o engajamento contínuo com diversos públicos, como fornecedores e comunidades locais. A empresa afirma que revisa periodicamente seus indicadores de desempenho para se adaptar às mudanças do mercado, mantendo o foco na inovação tecnológica e na preservação da biodiversidade.

Destaques do relatório

Por décadas, o slogan "The Power of Dreams" impulsionou a Honda a conquistar estradas e corações, consolidando-a como uma gigante da mobilidade global. No entanto, em um planeta que exige respostas urgentes à crise climática, o sonho mudou de tom.

O mapa estratégico agora revela uma reengenharia completa da própria identidade da marca. O desafio é mover o mundo sem deixar as pegadas de carbono que definiram o último século, e o relatório aponta que a a resposta está em uma visão que vai muito além do que sai pelo escapamento.

A Fábrica de Automóveis de Saitama atingiu a neutralidade de carbono no quarto trimestre do ano fiscal de 2026. A Honda adita três pilares tecnológicos:

  • Eficiência Energética: Redução drástica do consumo através da revisão de processos e recuperação de calor residual, como o reaproveitamento do calor dos fornos de pintura para outros equipamentos.

  • Eletrificação de Equipamentos: Substituição sistemática de maquinário movido a combustíveis fósseis (como secadores a gás) por versões elétricas de alta performance.

  • Uso de Energia Renovável: Combinação de energia solar on-site com contratos estratégicos de aquisição. Um exemplo chave é o PPA (Power Purchase Agreement) assinado com a Rusutsu Wind LLC em setembro de 2024, cujos certificados de energia limpa começaram a ser integrados à operação em dezembro de 2025.

A Honda tomou a decisão contraintuitiva de revisar suas metas de redução de CO2 para o ano fiscal de 2031. As taxas de redução de intensidade de emissões foram ajustadas para refletir as condições reais do mercado e mudanças nas políticas comerciais:

  • Motocicletas: de 34% para 15%.

  • Automóveis: de 27,2% para 13,6%.

  • Power Products: de 28,2% para 13,4%.

Um novo indicador de economia circular foi estabelecido para transformar a cadeia de suprimentos: o uso de materiais reciclados e de biomassa.

A meta é atingir 30% de uso de materiais sustentáveis até 2031, com um foco geográfico e de produto muito específico: para motocicletas, aplica-se aos modelos fabricados no Japão destinados ao mercado europeu; para automóveis, o alvo são os modelos elétricos (EVs) fabricados no Japão.

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