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Seu câmbio automático pode durar mais: evite estes 5 hábitos comuns

Pequenos descuidos diários podem gerar um grande prejuízo na oficina; veja como proteger um dos componentes mais caros e importantes do seu carro

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Câmbio PSA AL4 da Citroën
Câmbio PSA AL4 da Citroën Foto: Divulgação

O câmbio automático se tornou um item cada vez mais presente nos carros novos, trazendo conforto e praticidade para o dia a dia. No entanto, essa comodidade pode se transformar em uma enorme dor de cabeça e um prejuízo considerável se alguns cuidados básicos não forem tomados no volante.

Muitos motoristas, por desconhecimento ou costume, adotam práticas que silenciosamente desgastam um dos componentes mais caros e complexos do veículo. Para se ter uma ideia, o reparo de uma transmissão automática pode facilmente ultrapassar os R$ 10 mil em modelos médios. A boa notícia é que evitar esses erros é simples e pode prolongar significativamente a vida útil da transmissão, garantindo seu funcionamento suave por muito mais tempo.

Câmbio DSG da Volkswagen
Câmbio DSG da Volkswagen Foto: Divulgação

Confira a seguir cinco hábitos comuns que você deve abandonar para proteger o câmbio automático do seu carro.

1. Mudar de marcha com o carro em movimento

A pressa é inimiga da transmissão. Engatar a ré (R) enquanto o carro ainda se move para a frente, ou a posição dirigir (D) com o veículo deslizando para trás, força brutalmente os componentes internos. Esse choque mecânico pode ser ouvido como um tranco forte e, com o tempo, danifica engrenagens e outros componentes sensíveis. O correto é sempre parar completamente o veículo antes de trocar a marcha.

2. Usar o 'N' (Neutro) em paradas curtas

Deixar o câmbio em Neutro (N) no semáforo para “poupar” o sistema é um mito que pode causar o efeito contrário. Cada vez que você volta para o Drive (D), ocorre um pequeno acoplamento que gera desgaste. A suposta economia de combustível é mínima e não compensa o estresse gerado no sistema. O ideal é manter o carro em D com o pé no freio em paradas rápidas. O uso do Neutro só é recomendado em congestionamentos muito prolongados, superiores a cinco minutos, ou em situações excepcionais, conforme o manual do fabricante.

3. Ignorar a troca do fluido da transmissão

O fluido do câmbio automático não apenas lubrifica, mas também resfria o sistema. Com o tempo, ele perde suas propriedades e acumula sujeira. Seguir o plano de manutenção recomendado pelo fabricante e realizar a troca do fluido no prazo correto é fundamental para evitar superaquecimento e falhas graves. Verificar o nível e a coloração do fluido periodicamente também ajuda a identificar problemas de forma precoce: um fluido saudável tem coloração avermelhada e translúcida, enquanto um tom escuro ou marrom indica deterioração.

4. Forçar o 'P' (Park) em ladeiras

Ao estacionar em uma subida ou descida, muitos motoristas colocam o câmbio em Park (P) antes de acionar o freio de estacionamento. Isso joga todo o peso do carro sobre uma pequena trava metálica na transmissão, dificultando o desengate posteriormente. O procedimento correto é: com o pé no freio, acione primeiro o freio de estacionamento e, mantendo o pé no freio de serviço, engate a posição Park (P). Essa sequência evita que todo o peso do veículo recaia sobre a trava do câmbio, protegendo o componente e facilitando o desengate posteriormente. Em alguns modelos específicos, o fabricante pode recomendar procedimentos diferentes. Sempre consulte o manual do proprietário para confirmar a orientação específica para seu veículo.

5. Rebocar o carro de forma errada

Se o carro precisar ser rebocado, atenção: a maioria dos veículos automáticos não pode ser guinchada com as rodas de tração no chão por longas distâncias. Como a bomba de óleo da transmissão só funciona com o motor ligado, o sistema não é lubrificado durante o reboque, o que pode causar danos severos. O ideal é sempre usar um guincho de plataforma. Consulte o manual do proprietário para saber o procedimento correto para o seu modelo.

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