A correção de rota da Dodge ao adicionar o motor a gasolina no Charger está se mostrando acertada. Apesar do motor Hurricane de seis cilindros não ser o desejado pelos entusiastas, o modelo já desbanca a variante elétrica do esportivo.
Vendas confirmam preferência pela gasolina
De acordo com dados oficiais de vendas da Stellantis, a Dodge vendeu 4.583 unidades do Charger com motor a combustão no primeiro semestre de 2026, um impressionante aumento de 181% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho é notável, especialmente em um cenário de retração geral nas vendas de veículos elétricos nos EUA, mostrando que a demanda por muscle cars a gasolina permanece forte.
Enquanto isso, o Dodge Charger Daytona elétrico viu suas vendas despencarem de 2.352 para apenas 294 unidades no segundo trimestre de 2026. A queda representa uma retração de 88%, evidenciando a dificuldade do modelo em conquistar os consumidores no atual cenário de mercado.
Motor Hurricane supera desconfiança
O sucesso da versão a gasolina é creditado ao novo motor Hurricane, um seis cilindros em linha biturbo de 3.0 litros que, apesar da desconfiança inicial dos puristas, provou ser um substituto à altura. Ele é oferecido em duas configurações de potência: 420 cv na versão R/T e 550 cv na Scat Pack, entregando o desempenho que os fãs da marca esperam.
Motor V8 estará de volta
E para agitar ainda mais o mercado, a Dodge já confirmou oficialmente que o lendário V8 HEMI voltará à linha Charger. A notícia foi recebida com entusiasmo pelos fãs, que temiam o fim definitivo dos oito cilindros na era da eletrificação.
O retorno do Hellcat, somado ao sucesso do Hurricane e aos desafios do Daytona elétrico, sinalizam uma correção de rota na estratégia da Stellantis. A marca parece estar ouvindo seu público fiel, que ainda valoriza o som dos motores a combustão, mesmo com as demandas pela transição energética.
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