Depois de anos perdendo espaço para SUVs e crossovers, os sedãs podem estar começando uma reação inesperada no mercado global. Segundo uma reportagem publicada pelo Carscoops, analistas e executivos da indústria já identificam um fenômeno chamado de “SUV fatigue”, algo como “cansaço dos SUVs”, principalmente entre consumidores mais jovens.
Um dos principais fatores para essa possível retomada é o preço. Dados da Cox Automotive apontam que carros compactos custam, em média, US$ 27.590, cerca de R$ 138 mil na conversão direta, enquanto SUVs compactos passam dos US$ 37 mil, aproximadamente R$ 185 mil. Entre os modelos médios, a diferença é ainda maior, com sedãs custando cerca de US$ 34 mil, algo em torno de R$ 170 mil, contra mais de US$ 50 mil nos SUVs equivalentes, faixa que ultrapassa R$ 250 mil.
Além disso, os sedãs continuam oferecendo vantagens em consumo de combustível e dinâmica de condução. Por serem mais baixos, leves e aerodinâmicos, costumam ser mais eficientes e agradáveis ao dirigir, com menos rolagem de carroceria e respostas mais diretas ao volante.
O comportamento da nova geração também chama atenção. Uma pesquisa da Escalent realizada com mais de mil adolescentes americanos entre 14 e 19 anos mostrou que 51% deles se imaginam dirigindo sedãs no futuro, enquanto apenas 31% escolheram SUVs. A tendência sugere um movimento semelhante ao de gerações anteriores, que normalmente rejeitam o tipo de carro mais associado aos pais.
As montadoras já começam a reagir. Executivos da Ford, GM, Honda, Infiniti e até da Volvo têm dado sinais de que novos sedãs ou wagons podem voltar aos planos das marcas nos próximos anos. A própria Volvo acredita que peruas poderão ganhar força novamente, especialmente por vantagens aerodinâmicas importantes para carros elétricos.
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