O excesso de velocidade segue como a principal infração de trânsito no Brasil e responde por cerca de 4 em cada 10 multas aplicadas no país, segundo levantamento com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito.
Os números mostram que o problema é recorrente e consistente ao longo dos anos. Em 2025, por exemplo, foram mais de 100 milhões de infrações registradas, sendo aproximadamente 45,8% por velocidade acima do permitido. Já em 2024, foram 86,4 milhões de multas, com 40,7 milhões relacionadas à velocidade, o equivalente a 47,1% do total.
A predominância desse tipo de infração está diretamente ligada ao uso massivo de fiscalização eletrônica, como radares fixos e móveis, que registram automaticamente os excessos. Ainda assim, especialistas apontam que o comportamento dos motoristas é determinante para os índices elevados.
Além de ser a infração mais comum, o excesso de velocidade também é um dos principais fatores de risco no trânsito. Isso porque influencia diretamente o tempo de reação do condutor e a distância de frenagem. Em velocidades mais altas, o espaço necessário para parar o veículo aumenta significativamente, reduzindo as chances de evitar colisões.
O impacto também aparece na gravidade dos acidentes. Estudos indicam que a chance de sobrevivência de um pedestre atropelado cai drasticamente conforme a velocidade aumenta, o que reforça a relação direta entre desrespeito aos limites e fatalidades no trânsito.
Mesmo com campanhas de conscientização e fiscalização intensiva, os dados mostram que o excesso de velocidade permanece como um comportamento difícil de conter no país. O cenário reforça a necessidade de combinar punição, educação e políticas públicas mais eficazes para reduzir infrações e, principalmente, salvar vidas.
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