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Fizeram história!

3 marcas de carro que deixaram o Brasil e deixaram muita saudade

A situação da Subaru lembra outras montadoras que encerraram suas atividades por aqui; relembre casos como o da Ford

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Antiga fábrica da Ford
Antiga fábrica da Ford Foto: Divulgação

O recente fim das atividades da Subaru no Brasil, marcada pelo fechamento de concessionárias e pela incerteza sobre o futuro, acendeu um alerta no setor automotivo. Embora a matriz e a representante local, o grupo Caoa, afirmem a continuidade das operações, o episódio resgata a memória de outras montadoras que encerraram suas atividades no país, deixando um legado de fãs e modelos icônicos.

O movimento da marca japonesa, conhecida por seus motores boxer e tração integral, faz lembrar que o mercado brasileiro, apesar de seu potencial, pode ser um terreno desafiador. Fatores como a alta carga tributária, a instabilidade econômica e a forte concorrência já levaram outras empresas a reverem suas estratégias ou simplesmente a arrumarem as malas. Relembre quatro casos marcantes.

Ford: o fim de uma era

Preço dos carros no lançamento do Plano Real e seus valores atualizados.
Escort XR3 Foto: Divulgação

Talvez o caso mais impactante tenha sido o da Ford, que em 2021 anunciou o fim da produção de veículos no Brasil após mais de um século de história. A decisão resultou no fechamento das fábricas de Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE), tirando de linha modelos populares como o Ka, o Ka Sedan e o EcoSport, pioneiro no segmento de SUVs compactos. A antiga fábrica de Camaçari, inclusive, foi posteriormente assumida pela chinesa BYD para a produção de veículos elétricos.

Atualmente, a Ford atua no país apenas como importadora, focada em um portfólio de nicho e alto valor agregado, com picapes como a Ranger e a F-150, além do SUV Bronco e do esportivo Mustang. O fim da produção local deixou um vácuo e mudou drasticamente a participação da marca no mercado nacional.

Alfa Romeo: paixão italiana

Alfa Romeo 155
Alfa Romeo 155 Foto: Divulgação

A Alfa Romeo tem uma longa e apaixonada relação com o Brasil, que remonta aos tempos da FNM (Fábrica Nacional de Motores). Depois de um hiato, após o fim da produção nacional do 2300 ti4 em 1986, a marca retornou nos anos 1990 com importados que se tornaram objetos de desejo, como os modelos 155, 145 e, principalmente, o sedã 164, elogiado pelo design e desempenho.

Contudo, as vendas não atingiram o volume esperado e a Fiat, então detentora da marca, suspendeu a importação oficial no início dos anos 2000. A saída deixou órfãos os "alfistas", entusiastas que até hoje cultuam a esportividade e o estilo inconfundível dos carros italianos.

Lada: robustez soviética nas ruas brasileiras

Lada Niva
Lada Niva Foto: Divulgação

A russa Lada chegou ao Brasil em 1990. No embalo da abertura das importações, a marca trouxe modelos de construção simples e mecânica robusta, com foco em durabilidade e preço competitivo. O destaque foi o Niva, utilitário 4x4 compacto que conquistou fama pela capacidade fora de estrada e simplicidade mecânica.

Apesar de encontrar um público fiel, especialmente entre consumidores que buscavam um veículo resistente e acessível, a Lada enfrentou dificuldades com a concorrência crescente, má tropicalização dos modelos, a variação cambial e a rede limitada de assistência técnica. Em meados da década, a operação foi encerrada. O Niva, no entanto, segue como um ícone cultuado por entusiastas do off-road até hoje.

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