Os novos radares equipados com inteligência artificial já estão em funcionamento no Brasil e prometem mudar a forma como as infrações de trânsito são fiscalizadas. Diferente dos equipamentos tradicionais, esses sistemas utilizam câmeras de alta definição e algoritmos capazes de analisar o comportamento do motorista em tempo real, identificando irregularidades mesmo em movimento e em diferentes condições de luz.
Na prática, isso significa que não é apenas o excesso de velocidade que entra na mira. A tecnologia consegue flagrar, por exemplo, o uso do celular ao volante, a ausência do cinto de segurança e até o transporte irregular de passageiros, como crianças sem cadeirinha. O alcance desse novo tipo de fiscalização já pode ser observado em rodovias de estados como São Paulo e Minas Gerais.
Nesses locais, os equipamentos aplicaram mais de 20 mil multas em apenas cinco meses de operação, um número que evidencia a eficiência do sistema. A operação ocorre de forma automatizada, com a inteligência artificial analisando as imagens captadas e sinalizando as possíveis infrações. Esse processo otimiza o trabalho dos agentes de trânsito, que recebem os registros pré-selecionados para análise.
Apesar da automação, a palavra final ainda é humana. Antes da multa ser efetivamente aplicada, o registro passa por uma validação da autoridade de trânsito responsável. Esse procedimento garante o direito de defesa do motorista e o cumprimento de todas as normas legais, evitando autuações indevidas e assegurando que a fiscalização seja justa.
Além de ampliar o monitoramento, a expectativa é que esses radares contribuam para a redução de acidentes, já que fiscalizam comportamentos de risco que vão além da velocidade.
A tendência é que esse tipo de equipamento se torne cada vez mais comum no país a partir de 2026, substituindo gradualmente os pardais tradicionais e aumentando o controle sobre as infrações nas ruas e estradas brasileiras.
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