A influenciadora Ana Paula Oliveira precisou gastar mais de R$ 30 mil para ajustar o banco de seu Porsche 718 Boxster, modelo avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão. Em entrevista ao Portal Vrum, a modelo e apresentadora da TV Bandeirantes contou que a customização foi necessária após ela colocar 2.000 ml de silicone.
O Porsche 718 Boxster é um conversível de luxo com foco total no motorista, oferecendo uma posição de dirigir esportiva, baixa e envolvente. Após o procedimento estético, Ana Paula Oliveira diz que a proximidade do banco com o volante passou a gerar um incômodo durante a condução.
"O problema aparecia em qualquer situação, mas principalmente em trajetos mais longos, tipo estrada ou quando eu passava muito tempo dirigindo. Dava para sentir muito que meu corpo ficava projetado, sem o apoio certo. Parecia que meu corpo estava 'brigando' contra o banco", diz Ana Paula.
"O que mais me incomodava era o encosto e essa forma como ele me jogava para frente. Altura e volante eu até conseguia regular, mas o desenho do encosto e apoio do tronco eram o que realmente não funcionavam para mim", continuou a empresária.
A solução encontrada por Ana Paula foi uma customização interna do banco, com ajustes na espuma, na profundidade do encosto e nos pontos de apoio do tronco, mantendo o acabamento e o desenho original do veículo. O objetivo foi reduzir a projeção para frente e permitir uma posição mais alinhada ao volante.
"A customização foi feita com profissionais que já têm experiência nesse tipo de adaptação interna, mas focado na parte de estrutura e tapeçaria do banco. A ideia não era mudar a estética do carro, e sim mexer na espuma, profundidade e apoios", relatou.
"Carros esportivos foram desenhados para homens"
No entendimento de Ana Paula Oliveira, os carros esportivos, como seu Porsche 718 Boxster, foram projetados pensando apenas nos homens. Para a influencer, a direção pode ser desconfortável até mesmo para mulheres que não passaram por procedimentos estéticos.
"Eu acho que sim, principalmente mulheres com corpos que não seguem aquele padrão mais reto que esses carros parecem considerar. Nem todo mundo vai sentir igual, claro", comentou a modelo. "Pelo que vivi, parece que [mulher] não é prioridade. Existe um padrão de corpo base, e ele é muito mais próximo do corpo masculino", complementou.
Por fim, Ana Paula Oliveira diz que, além dos bancos, a posição de alguns comandos e o próprio desenho interno partem de um "padrão único de usuário". A opinião revive uma discussão ampla e crescente sobre o design de carros esportivos ser historicamente voltado para homens, frequentemente descrita como "machista".
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