Uma mudança recente nas cotações de seguro automotivo no Brasil mostra que mulheres passaram a pagar mais caro pelas apólices em diversos casos, revertendo uma tendência histórica em que o perfil feminino costumava receber descontos por apresentar menor risco. Dados atualizados do mercado e simulações recentes indicam que a diferença pode chegar perto de R$ 2 mil dependendo do modelo e do perfil analisado.
Segundo especialistas do setor, o preço do seguro continua sendo definido por fatores tradicionais como modelo do veículo, idade do condutor, região onde mora, histórico de uso e até local de estacionamento.
A mudança ocorre porque as seguradoras passaram a utilizar dados mais recentes e análises estatísticas em tempo real, o que tem alterado a percepção de risco de alguns perfis, incluindo o feminino.
Exemplos de cotações mostram a diferença: para um mesmo SUV e perfil semelhante, o valor para uma mulher pode superar em centenas de reais o de um homem. Já em alguns carros elétricos e híbridos, a disparidade já ultrapassa R$ 1.800, evidenciando que a variação depende do veículo e das condições específicas da apólice.
Especialistas apontam que a maior exposição ao trânsito urbano e horários de pico, além de mudanças no comportamento estatístico dos sinistros, ajudam a explicar a nova lógica de preços. Ainda assim, não há regra fixa: há modelos em que o seguro feminino segue mais barato, mostrando que cada caso é calculado individualmente pelas seguradoras.
A mudança, porém, indica uma transformação maior no setor, cada vez mais orientado por algoritmos e inteligência de dados — algo que deve continuar redefinindo o custo de manter um carro no Brasil nos próximos anos.
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