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Seguro de carro fica mais caro para mulheres e inverte lógica histórica

Nova análise revela inversão no valor das apólices para o sexo feminino

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Mulher aperta botão da tecnologia Chevrolet OnStar
Mulher aperta botão da tecnologia Chevrolet OnStar Foto: Divulgação/General Motors

Uma mudança recente nas cotações de seguro automotivo no Brasil mostra que mulheres passaram a pagar mais caro pelas apólices em diversos casos, revertendo uma tendência histórica em que o perfil feminino costumava receber descontos por apresentar menor risco. Dados atualizados do mercado e simulações recentes indicam que a diferença pode chegar perto de R$ 2 mil dependendo do modelo e do perfil analisado.

Segundo especialistas do setor, o preço do seguro continua sendo definido por fatores tradicionais como modelo do veículo, idade do condutor, região onde mora, histórico de uso e até local de estacionamento.

Mulher dirige com as duas mãos no volante
Mulher dirige com as duas mãos no volante Foto: Reprodução

A mudança ocorre porque as seguradoras passaram a utilizar dados mais recentes e análises estatísticas em tempo real, o que tem alterado a percepção de risco de alguns perfis, incluindo o feminino.

Exemplos de cotações mostram a diferença: para um mesmo SUV e perfil semelhante, o valor para uma mulher pode superar em centenas de reais o de um homem. Já em alguns carros elétricos e híbridos, a disparidade já ultrapassa R$ 1.800, evidenciando que a variação depende do veículo e das condições específicas da apólice.

Imagem que mostra motorista da Uber ou 99 em viagem com duas mulheres no banco de trás.
Imagem que mostra motorista da Uber ou 99 em viagem com duas mulheres no banco de trás. Foto:

Especialistas apontam que a maior exposição ao trânsito urbano e horários de pico, além de mudanças no comportamento estatístico dos sinistros, ajudam a explicar a nova lógica de preços. Ainda assim, não há regra fixa: há modelos em que o seguro feminino segue mais barato, mostrando que cada caso é calculado individualmente pelas seguradoras.

A mudança, porém, indica uma transformação maior no setor, cada vez mais orientado por algoritmos e inteligência de dados — algo que deve continuar redefinindo o custo de manter um carro no Brasil nos próximos anos.