O chefe de design da Audi, Massimo Frascella, fez críticas à obsessão das montadoras pelo uso de telas gigantescas nos carros atuais. Em entrevista ao "Top Gear", o especialista italiano criticou a "tecnologia pela tecnologia". A declaração reflete uma postura contrária às rivais, como a Mercedes-Benz, que vem ampliando o tamanho das telas.
No entendimento do chefe de design da Audi, "telas grandes não proporcionam a melhor experiência para o usuário". O discurso de Frascella, inclusive, já pode ser visto em alguns dos novos projetos da marca alemã, Audi Concept C, que aparece sem a central multimídia touchscreem em algumas imagens.
"Não se trata de remover coisas, mas simplesmente de fornecer tecnologia e funcionalidade de uma forma que seja útil para o cliente. E é premium. Essa mistura de digital e analógico, o tato, a percepção de qualidade que é tão importante para a Audi, a precisão, as peças de metal. São esses elementos que fazem da Audi o que ela é", disse Frascella.
No entendimento do executivo, as telas grandes não agradam os clientes da marca. "A Audi sempre se destacou quando estava confiante. Por isso, é preciso ouvir o que o cliente precisa e, em seguida, encontrar sua própria maneira de entregar isso por meio da experiência da sua marca, diferente de todos os outros", afirma.
A Mercedes-Benz vai na contramão. Recentemente, chefe de design da marca, Gorden Wagener, afirmou: "Queremos ter uma referência visual na tela, ou talvez você queira assistir a um filme e coisas do tipo. Então, sim, você precisa de telas grandes."
Resta saber, agora, quem ganhará o público no segmento de carros de luxo. Fato é que, se depender do diretor de design da Audi, todos os próximos veículos da marca sairão das fábricas com telas menores e alguns botões.
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