A General Motors (GM) cancelou um contrato de fornecimento de longo prazo com a fabricante alemã Vacuumschmelze (VAC), que produziria ímãs de terras raras para veículos elétricos em uma nova fábrica nos Estados Unidos. A decisão provocou uma disputa de arbitragem entre as empresas, segundo documentos regulatórios e informações obtidas pela Reuters.
O acordo havia sido firmado em 2023 e previa o fornecimento de ímãs permanentes para motores elétricos de diferentes modelos da GM por pelo menos dez anos. A unidade da VAC fica na Carolina do Sul e recebeu investimentos de US$ 500 milhões.
A empresa iniciou as operações da fábrica no fim de 2025, com capacidade para produzir pouco menos de 2 mil toneladas de ímãs por ano. Cerca de 90% da produção estava destinada à GM, enquanto o restante seria fornecido ao governo norte-americano.
O contrato foi encerrado em 1º de julho de 2026. A subsidiária norte-americana da VAC, a e-VAC Magnetics, entrou com um processo de arbitragem para pedir indenização por considerar que houve rescisão indevida. A GM confirmou, em documentos enviados às autoridades reguladoras, que um fornecedor de componentes para motores elétricos havia iniciado um procedimento contra a montadora, mas não detalhou os motivos do cancelamento.
As duas empresas não comentaram o caso, alegando que o processo é confidencial.
Recuo nos elétricos afeta estratégia da GM
A decisão ocorre em um momento de revisão dos investimentos da GM em veículos elétricos. Em janeiro de 2026, a montadora registrou uma despesa de US$ 6 bilhões relacionada à redução de investimentos nessa área.
O movimento também evidencia as dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos e por outros países ocidentais para reduzir a dependência da China, responsável por cerca de 90% da produção mundial de ímãs permanentes de terras raras. Esses componentes são importantes para motores elétricos e aplicações em setores como defesa e energia renovável.
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