Uma conversa entre John Elkann e Jeff Bezos, em julho de 2016, ajudou a colocar a Ferrari no caminho da eletrificação. Segundo o presidente da marca italiana, o fundador da Amazon o incentivou a considerar seriamente o desenvolvimento de um carro elétrico, ideia que dez anos depois resultou no Ferrari Luce.
Bezos teria dito a Elkann que não entendia de carros, mas conhecia inovação e acreditava que a Ferrari deveria pensar na criação de um veículo elétrico. O projeto avançou ao longo dos anos e culminou na apresentação do Luce, em maio de 2026, desenvolvido em parceria com Jony Ive e seu estúdio LoveFrom.
O primeiro elétrico da Ferrari causou polêmica principalmente pelo visual. O modelo de quatro portas recebeu críticas nas redes sociais, mas Elkann e Ive afirmam que a percepção costuma mudar quando o carro é visto pessoalmente. A dupla também destaca que o projeto prioriza comandos físicos e uma relação mais direta entre motorista e veículo, evitando transformar a cabine em uma grande central de telas.
Elétrico tem mais de 1.000 cv
O Luce utiliza quatro motores elétricos, com potência combinada de 1.036 cv e torque de 101,0 kgfm. A Ferrari informa aceleração de 0 a 100 km/h em 2,4s e velocidade máxima de 310 km/h, enquanto a bateria de 122 kWh proporciona autonomia de até 530km pelo ciclo WLTP.
Para Elkann, a eletrificação não representa apenas uma mudança tecnológica, mas uma forma de construir o futuro da Ferrari. A declaração reforça que o Luce não foi criado apenas para acompanhar uma tendência, mas como parte de uma estratégia de longo prazo para a marca.
O resultado de uma conversa de poucos minutos em 2016 agora se tornou um dos projetos mais importantes da Ferrari. O Luce marca a entrada definitiva da fabricante no mercado de elétricos e mostra como uma sugestão feita por Bezos acabou influenciando uma das decisões mais significativas da história recente da marca.
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