Carregar um carro elétrico em casa pode ser menos eficiente do que parece. Um teste realizado pelo clube automotivo alemão ADAC com cinco modelos mostrou que até 24,2% da energia consumida durante a recarga pode não chegar à bateria.
O estudo avaliou Mercedes-Benz CLA 350 elétrico, Renault 5 E-Tech, Tesla Model Y, Volvo EX30 e Volkswagen ID.7. Os carros foram submetidos a recargas entre 10% e 90% da bateria, em diferentes potências de corrente alternada.
Recarga mais lenta gera mais perdas
O maior desperdício apareceu nas recargas de baixa potência. O Mercedes-Benz CLA 350, por exemplo, apresentou 24,2% de perda quando carregado a apenas 2,3 kW. No Renault 5, a perda foi de 13,7%, enquanto Tesla Model Y, Volvo EX30 e Volkswagen ID.7 registraram 12,7%, 14,2% e 15,3%, respectivamente.
Já com carregamento a 11 kW, as perdas caíram para algo próximo de 5% a 7% nos modelos avaliados.
Isso acontece porque a eletricidade da rede precisa passar pelo carregador de bordo para ser convertida antes de chegar à bateria. Além disso, sistemas eletrônicos e de gerenciamento térmico continuam consumindo energia durante o processo.
Em potências muito baixas, a recarga demora mais e esses sistemas ficam funcionando por mais tempo, aumentando o desperdício.
Wallbox pode ajudar
O resultado não significa que todo proprietário precise instalar um carregador de alta potência. Porém, mostra que carregar o carro muito lentamente nem sempre é a opção mais eficiente.
No fim, o motorista paga pela energia que sai da rede, e não apenas pela quantidade que efetivamente fica armazenada na bateria. Por isso, as perdas também precisam entrar na conta ao calcular quanto custa carregar um carro elétrico em casa.
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