A expansão dos carros elétricos e híbridos no Brasil começa a criar um problema que vai muito além da escolha do modelo na concessionária: onde carregar o carro em casa? Em condomínios antigos, a instalação de carregadores pode virar motivo de discussão entre moradores, síndicos e administradoras por causa da capacidade limitada da rede elétrica.
Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), os veículos eletrificados já representam 16% das vendas de veículos leves no país. No primeiro semestre de 2026, o segmento cresceu 125% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O avanço acelerado aumenta a pressão sobre uma infraestrutura que, em muitos prédios, não foi projetada para atender dezenas de carros sendo carregados ao mesmo tempo. É daí que surge a chamada “guerra da tomada”, com moradores disputando espaço e condomínios tendo que avaliar obras para ampliar a capacidade elétrica.
Como resolver o problema
Uma das alternativas apresentadas para esse cenário é o Maestro Tcharge, plataforma desenvolvida pela Tcharge para administrar a energia disponível em uma instalação e distribuir a carga entre diferentes veículos.
Na prática, o sistema monitora o consumo em tempo real e faz um balanceamento automático da energia. Assim, em vez de cada carro puxar a potência máxima do carregador simultaneamente, o sistema distribui a energia disponível de acordo com a demanda.
A proposta é permitir que vários veículos sejam carregados ao mesmo tempo sem necessariamente exigir uma grande ampliação da infraestrutura elétrica do condomínio.
O sistema também individualiza o consumo de cada usuário, permitindo identificar quanto de energia foi utilizado por cada veículo. A tecnologia pode ser aplicada ainda em estacionamentos, hotéis, empresas, centros comerciais e frotas eletrificadas.
Conta de luz também entra na discussão
Além da quantidade de carregadores, outro problema para condomínios é o impacto sobre a demanda de energia. Uma utilização descontrolada pode levar ao aumento da demanda contratada ou até a cobranças adicionais quando os limites estabelecidos com a concessionária são ultrapassados.
Segundo a Tcharge, o Maestro atua justamente nesse ponto, controlando a demanda energética e aproveitando a capacidade já disponível na instalação.
“A ideia é ampliar o acesso à recarga com segurança operacional, conformidade técnica e o menor custo possível de implementação”, afirma Edgar Tavares de Melo de Sá Pereira, CEO da Tcharge.
A tendência é que esse tipo de gerenciamento se torne cada vez mais necessário conforme a frota eletrificada cresce. Afinal, vender carro elétrico é apenas uma parte da transformação. É preciso também preparar os lugares onde esses carros passam a noite para receber dezenas de novas tomadas.
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