Pela primeira vez a Audi terá um modelo com o numeral 9 em sua gama, o inédito SUV Q9, que estreia oficialmente após muita antecipação pela marca alemã e promete elevar o patamar de luxo dentro da marca e competir com BMW X7 e Mercedes-Benz GLS.
Lançado nos Estados Unidos, que deverá ser o principal mercado do SUV de luxo, o Q9 chega utilizando a plataforma PPC, assim como os lançamentos recentes da marca (A5, A6, Q5, Q7 a combustão).
O modelo é o maior Audi já produzido, medindo 5,31 metros de comprimento, 2,21 m de largura, 1,81 m de altura e 3,14 m de entre-eixos. São 14 cm a mais de entre-eixos e 26 cm extras no comprimento quando comparado com o Q7. Ambos os modelos têm capacidade para transportar 7 passageiros, mas no Q9, a garantia é de mais conforto.
Visual imponente
É inegável que o Q8 terá uma missão bem difícil pela frente, mas aposta em visual conservador, mas sem perder as linhas tradicionais dos carros da Audi. Na dianteira, os faróis são finos e a grade hexagonal está presente.
A novidade fica por conta do novo vinco na parte inferior do para-choque, que ostenta detalhes prateados formando um C. Os faróis são divididos em dois elementos e trazem desenho muito similar ao já visto no Q7.
Entretanto, o Q9 também possui invenções particulares e conta com sistema de iluminação OLED de terceira geração. Segundo a marca, essa é a primeira aplicação da tecnologia em um carro de produção e contam com 1mm de espessura no vidro. Porém, o que mais chama atenção é a capacidade de fazer projeções no chão quando a luz de seta está ativada.
Nas portas, é possível abrir ou fechá-las sem tocar nas maçanetas, e uma vez abertas, projetam luzes ao solo para dar boas-vindas aos ocupantes.
Interior luxuoso
Como o exemplar mais caro da marca, a Audi não poderia economizar e o Q9 conta com tudo do melhor que a marca tem para oferecer. As três fileiras de bancos ( na configuração 2-2-2 ou 2-3-2) possuem ajustes elétricos. As portas podem ser abertas ou fechadas sem usar as maçanetas, mas quem preferir o sistema tradicional terá essa opção.
O acesso para a terceira fileira de um carro de sete lugares sempre é um desafio, mas a Audi promete ter facilitado o máximo o acesso com um ângulo maior de abertura das portas traseiras e bancos da fileira central com deslizamento elétrico.
Nos bancos dianteiros o Q9 traz o já conhecido painel de instrumentos com desenho curvo de 12,3 polegadas, multimídia de 14,5” e tela auxiliar para o passageiro de 12,3”. A cabine aposta em couro em quase todos os locais onde a pele possa tocar, mas há também acabamentos em madeira.
Há amenidades como teto panorâmico, 22 alto-falantes e sistema de som assinado pela Bang & Olufsen, bancos com aquecimento (até mesmo nos apoios de braço).
Motorização
Debaixo do capô o Q9 não se difere muito dos seus irmãos menores. Na Alemanha, o modelo estreia com propulsor V6 turbodiesel de 299 cv de potência e 64 kgfm de torque, mas outros países terão uma versão de 245 cv e 50,9 kgfm.
Esse motor é equipado com um conjunto híbrido-leve bem primitivo, que substitui o motor de arranque por um gerador de dupla-função, que além de dar partida no V6, também recupera energia para uma bateria de fosfato de ferro e lítio e fornece 24 cv de potência na arrancada.
A transmissão é automática de oito marchas e a tração é a tradicional configuração integral Quattro.
Dependendo do país, o Q9 usará motorização V8 4.0 a gasolina, V6 3.0 também a gasolina, bem como uma variante híbrida plug-in programada para o futuro.
Suspensão de alto nível
O modelo traz suspensões independentes para as quatro rodas e utiliza molas pneumáticas e amortecedores eletrônicos, que poderão ser ajustados conforme os modos de condução selecionados. O sistema de eixo traseiro esterçante não é novidade e o maior SUV já feito pela Audi conta com esse sistema para facilitar a vida dos motoristas.
Produzido na Eslováquia, o Q9 chegará às lojas da Europa a partir de novembro com preço acima dos 100 mil Euros (585,8 mil reais).
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