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sem aumento

ABEIFA minimiza impacto do imposto de 35% sobre carros importados

Associação afirma que aumento da alíquota terá efeito limitado nos preços e destaca que montadoras se prepararam antecipadamente para a mudança

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75 unidades do BYD Dolphin Mini em transporte
75 unidades do BYD Dolphin Mini em transporte Foto: Divulgação/BYD

A entrada em vigor da alíquota de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados não deve provocar um aumento expressivo nos preços dos modelos vendidos no Brasil. Essa é a avaliação da Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (ABEIFA), que afirma que as montadoras associadas já haviam se preparado para a mudança tributária.

Segundo a entidade, muitas fabricantes anteciparam a importação de veículos antes da vigência da nova alíquota, formando estoques suficientes para reduzir o impacto imediato sobre o consumidor. A estratégia permite que boa parte dos modelos continue sendo comercializada pelos valores atuais, ao menos no curto prazo.

BYD faz primeiro carregamento de veículos montados na fábrica de Camaçari (BA)
BYD faz primeiro carregamento de veículos montados na fábrica de Camaçari (BA) Foto: Divulgação/BYD

O imposto de 35% passou a valer para carros elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in importados, encerrando o cronograma de reoneração iniciado pelo governo federal em janeiro de 2024. Antes disso, os eletrificados contavam com tributação reduzida para incentivar a expansão desse mercado no país.

Apesar do novo cenário, a ABEIFA acredita que a concorrência entre as marcas continuará intensa, o que deve limitar eventuais reajustes. A entidade também destaca que fabricantes vêm adotando diferentes estratégias para manter a competitividade, como absorver parte dos custos, ampliar estoques e acelerar investimentos em produção nacional.

Outro fator apontado pela associação é que várias montadoras já anunciaram projetos industriais no Brasil. Empresas como BYD e GWM estão estruturando operações locais, enquanto outras marcas estudam ampliar a nacionalização de seus veículos, reduzindo a dependência da importação no futuro.

Mesmo com a avaliação otimista da ABEIFA, o comportamento dos preços dependerá da estratégia comercial de cada fabricante e do ritmo de renovação dos estoques importados antes da vigência da tarifa cheia. Para o consumidor, promoções e condições especiais ainda devem ser comuns nos próximos meses, principalmente entre marcas que anteciparam a chegada de veículos ao Brasil.