O governo federal prorrogou a isenção de impostos para produção de veículos elétricos semidesmontados (SKD) e desmontados (CKD). A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) nesta terça-feira (23).
A cota de importações que não pagarão impostos é de US$ 463 milhões por seis meses. A medida, que entrará em vigor em 1º de julho de 2026, visa impedir o aumento dos valores dos carros elétricos no Brasil.
"O patamar é idêntico ao que vigorou até janeiro deste ano. Acima das cotas, permanece o recolhimento de 35% para SKD e de 14% para CKD. A importação de carros montados, por outro lado, não terá qualquer tipo de cotas", afirmou o governo.
Assim, a previsão é de que a elevação tarifária para carros elétricos híbridos e importados atinja a alíquota de 35% apenas a partir de janeiro de 2027.
Com o aumento na venda de eletrificados no país, o governo federal espera modernizar a frota e atingir metas de descarbonização. Em paralelo, montadoras chinesas, como BYD, GWM e Geely, se preparam para produção 100% nacional de seus modelos.
Anfavea questiona decisão
Por outro lado, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) criticou a decisão, ressaltando que a medida "contraria os interesses dos trabalhadores, das fabricantes nacionais de veículos e das empresas brasileiras de autopeças".
A Anfavea argumentou, ainda, que o setor já havia concordado sobre o fim da isenção em fevereiro de 2026. "Ao prolongar benefícios que haviam sido criados como temporários, o governo coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram seus planos de investimento contando com as regras pactuadas", diz um trecho.
Leia a carta da Anfavea na íntegra:
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