Em pouco mais de 20 anos a BYD foi de uma fabricante pequena chinesa para uma das principais fabricantes de automóveis e referência global em carros eletrificados. Esse crescimento é mérito de Wang Chuanfu, criador da empresa ainda nos anos 90 e que desde 2005 investe no setor automotivo chinês. A meta do empresário agora é superar a Toyota e se tornar a maior fabricante de automóveis do planeta.
“BYD se tornará a fabricante automotiva número 1 global em termos de escala nos próximos 5 anos”, declarou o empresário chinês. A declaração aconteceu durante a reunião anual da BYD que aconteceu no último dia 9.
Segundo a agência de notícias Reuters e a agência estatal “Shanghai Security News”, Wang Chuanfu fez a declaração para recuperar a confiança dos quase mil investidores da empresa de que o crescimento voltará a acontecer.
Para conquistar a sonhada meta, Chuanfu e a BYD precisam sair do atual sexto posto em vendas de carros globais, melhor resultado da história da BYD, conquistado em 2025, quando a fabricante emplacou 4,6 milhões de veículos ao redor do mundo.
À frente da BYD ficaram os seguintes conglomerados automotivos: Stellantis (5,4 milhões), General Motors (6,1 milhões), Hyundai (7,27 mi), Volkswagen Group (8,9) e Toyota (11,3 mi). Portanto, será necessário praticamente triplicar a produção e venda de veículos ao redor do planeta para atingir a meta.
Apesar do bom resultado do ano passado, as ações da BYD despencaram 45% na bolsa de valores de Hong Kong, enquanto em Shenzhen, os papéis perderam 33% do valor nos últimos meses.
Na China, as vendas dos carros da BYD e das submarcas da fabricante estão em queda (cerca de 20%), mas os bons resultados ainda seguem sustentados pela atuação da empresa em países como Brasil, Reino Unido e Austrália, onde as exportações da BYD cresceram 65% entre janeiro e maio.
Nova geração de baterias
Ainda na reunião com investidores, Wang Chuanfu revelou que o foco da empresa está na aplicação em massa da segunda geração de baterias Blade, que resolverá o principal gargalo de crescimento da empresa no último ano, informaram as fontes.
O principal atrativo da segunda geração de baterias Blade está na alta velocidade de recarga (1.500 kW), que permite carregar de 10% a 97% em cerca de 10 minutos nos carregadores ultra velozes da marca, mesmo em temperaturas de -30ºC.
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