A Toyota, maior montadora do mundo, não está passando ilesa pelos efeitos da guerra entre Irã e Israel. A fabricante japonesa registrou queda global nas vendas pelo terceiro mês consecutivo, pressionada principalmente pelo recuo da demanda na China e pela forte retração no mercado do Oriente Médio.
Segundo dados divulgados pela empresa nesta quinta-feira (28), as vendas globais caíram 3,1% em abril de 2026, totalizando cerca de 849 mil veículos. Apesar disso, a produção mundial da Toyota avançou 2% no período.
Queda varia de acordo com a região
No Oriente Médio, a situação segue sendo a mais delicada para a montadora. O conflito na região continua afetando a logística, as exportações e a confiança do consumidor. Em março, as vendas da Toyota já haviam despencado quase um terço no mercado local, tendência que se manteve em abril.
Na China, a empresa também enfrenta dificuldades. Além do cenário econômico mais fraco, a Toyota sofre com a forte concorrência das marcas chinesas de carros eletrificados, que têm ganhado espaço rapidamente. O ambiente de guerra de preços no país asiático ajudou a derrubar os resultados da montadora japonesa.
Em contrapartida, o mercado japonês apresentou recuperação. As vendas domésticas cresceram em abril e ajudaram a amenizar parte das perdas registradas no exterior. A produção na Ásia também avançou quase 13%, compensando parcialmente as quedas em outras regiões.
Nos Estados Unidos e na Europa, a Toyota segue enfrentando um cenário de custos elevados e mudanças no mercado automotivo global. A fabricante já havia alertado neste mês que os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio podem custar cerca de US$ 4,3 bilhões no atual ano fiscal.
Mesmo com o momento negativo, a Toyota ainda mantém liderança global em vendas de veículos e segue apoiada pela forte demanda por modelos híbridos em diversos mercados.
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