A General Motors (GM) anunciou uma nova rodada de demissões em sua área de tecnologia da informação (TI) no Texas e Michigan (EUA), movimento que faz parte de uma estratégia de reestruturação voltada ao avanço da inteligência artificial (IA) dentro da companhia. Segundo a "Bloomberg", mais de 600 funcionários assalariados foram desligados, o equivalente a cerca de 10% da equipe de TI da montadora.
De acordo com a reportagem, a fabricante de marcas como Chevrolet, GMC e Cadillac pretende substituir parte das funções tradicionais de TI por profissionais especializados em IA, automação e infraestrutura digital avançada. A empresa busca acelerar a transformação tecnológica em meio à pressão por redução de custos e aumento de eficiência operacional.
Reestruturação ocorre em meio a desafios no setor automotivo
A decisão da GM acontece em um momento de desaceleração do mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos e de aumento das despesas operacionais no setor automotivo. Nos últimos meses, a companhia também promoveu cortes em equipes de engenharia e revisou planos ligados à produção de veículos elétricos.
O movimento reforça uma tendência crescente entre grandes empresas globais: a substituição gradual de cargos operacionais por profissionais com experiência em inteligência artificial e análise de dados. A estratégia, chamada por especialistas de "skills swap", prioriza novas competências tecnológicas em detrimento de funções consideradas tradicionais.
A GM não detalhou quantas novas vagas serão abertas na área de IA, mas afirmou que continua investindo em inovação e digitalização de processos internos. A companhia também destacou que as mudanças fazem parte de um reposicionamento estratégico de longo prazo.
Apesar das demissões, a montadora segue apostando em tecnologias ligadas à condução autônoma, conectividade e softwares automotivos, áreas consideradas fundamentais para a competitividade da indústria nos próximos anos.
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