O programa CNH do Brasil, do Ministério dos Transportes, registrou crescimento recorde nos pedidos de primeira habilitação no Brasil em 2026. Dados divulgados pelo governo federal mostram que os requerimentos para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aumentaram 303% no primeiro quadrimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2025.
Entre janeiro e abril de 2026, foram contabilizados 4,83 milhões de cadastros para a primeira CNH, contra 1,19 milhão no mesmo intervalo do ano anterior. Segundo a pasta, este é o melhor resultado desde a criação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997.
O avanço está relacionado às mudanças implementadas pelo programa CNH do Brasil, que flexibilizou a formação teórica e reduziu custos para os candidatos. O curso teórico passou a ser oferecido gratuitamente em formato digital, enquanto exames médicos e psicológicos tiveram teto máximo de R$ 180.
Além do aumento nos pedidos de habilitação, o país também registrou crescimento nas etapas de formação de condutores. Os cursos teóricos somaram 2,54 milhões de registros no primeiro quadrimestre de 2026, alta superior a 170% em relação ao mesmo período de 2025. Já os exames teóricos cresceram mais de 28%.
Na formação prática, os cursos avançaram cerca de 28%, enquanto os exames práticos tiveram crescimento acima de 21%. O número de CNHs emitidas também aumentou: foram 858,8 mil documentos expedidos entre janeiro e abril deste ano.
De acordo com o governo federal, a digitalização da formação teórica e a redução da burocracia geraram economia estimada em R$ 1,84 bilhão para os candidatos. Antes das mudanças, o custo para obter a primeira habilitação podia ultrapassar R$ 4 mil em algumas regiões do país.
O Ministério dos Transportes afirma que o objetivo das mudanças é ampliar o acesso à habilitação, modernizar o processo de formação de motoristas e reduzir barreiras financeiras para novos condutores.
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