A Uber está promovendo uma mudança estratégica significativa ao investir mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 50 bilhões) no desenvolvimento e expansão de robotáxis. A iniciativa representa um afastamento do modelo tradicional "asset-light", baseado em motoristas parceiros, em direção a uma atuação mais direta no setor de veículos autônomos.
De acordo com informações publicadas pelo "Financial Times", nesta quarta-feira (15), o aporte inclui cerca de US$ 7,5 bilhões destinados à compra de frotas de veículos autônomos e aproximadamente US$ 2,5 bilhões em participações em empresas que desenvolvem essa tecnologia.
A estratégia busca posicionar a Uber como uma plataforma central para serviços de robotáxis operados por múltiplos parceiros, em vez de atuar como operadora exclusiva. Entre os parceiros citados estão empresas como Baidu, Rivian e Lucid Motors, refletindo uma abordagem colaborativa para acelerar a adoção da tecnologia.
O plano também prevê a expansão dos serviços para pelo menos 28 cidades até 2028, dependendo do cumprimento de metas de desenvolvimento por parte dos parceiros.
Concorrência
Esse movimento ocorre em um contexto de crescente competição no setor de mobilidade autônoma, que inclui players como Waymo e Tesla. A aposta da Uber reflete a expectativa de que os robotáxis desempenhem papel central no futuro do transporte urbano, impulsionados por avanços em inteligência artificial e redução de custos operacionais.
Apesar do potencial, a mudança marca uma ruptura relevante com a filosofia histórica da empresa, que sempre priorizou baixos investimentos em ativos físicos. Agora, ao investir pesadamente em veículos e tecnologia, a Uber busca evitar perder espaço em um mercado que pode redefinir o setor de mobilidade global nos próximos anos.
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