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Produção de veículos no Brasil atinge o maior patamar desde 2019

O volume representa um aumento de 35,6% em relação a março de 2025

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Funcionário da Chevrolet trabalhando em fábrica
Funcionário da Chevrolet trabalhando em fábrica Foto: Divulgação/General Motors

A produção de veículos no Brasil atingiu, em março de 2026, o maior patamar desde o período pré-pandemia. Segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta quarta-feira (8), 264,1 mil unidades foram fabricadas no mês passado.

O volume representa um aumento de 35,6% em relação a março de 2025, além de uma alta de 27,6% em comparação com fevereiro deste ano. De quebra, o montante é o maior para um mês desde outubro de 2019. 

O desempenho positivo foi impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo a normalização das cadeias de suprimentos, maior disponibilidade de insumos e a recuperação gradual da demanda. No acumulado do ano, o avanço é de 6% frente ao primeiro trimestre de 2025.

Fábrica da GWM
Fábrica da GWM em Iracemápolis (SP) Foto: Divulgação/GWM

A Anfavea destaca que o avanço representa um marco importante após anos de instabilidade provocados pela pandemia de Covid-19, quando a produção sofreu quedas significativas devido à paralisação de fábricas e à escassez de componentes, como semicondutores.

Exportações em alta

RAM Rampage sendo exportada para a Europa
RAM Rampage sendo exportada para a Europa Foto: Divulgação/Stellantis

As exportações também tiveram papel importante. De acordo com a Anfavea, os embarques de veículos cresceram de forma expressiva, especialmente para países da América Latina, ampliando a demanda pela produção nacional.

Ao todo, foram 40,4 mil unidades destinadas para outras nações, um crescimento de 1,1% em relação a março de 2025, mas uma alta de 21,1% frente ao mês anterior.

Esse movimento ajudou a sustentar o ritmo das fábricas mesmo diante de um mercado interno ainda em recuperação. O aumento das vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira no cenário internacional e contribui para o equilíbrio da balança comercial do setor.

Apesar do resultado positivo, a entidade alerta que ainda há desafios no horizonte, como os custos de produção elevados, as incertezas econômicas globais e a necessidade de adaptação às novas tecnologias, incluindo a eletrificação da frota.

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