A Volvo Cars só conseguirá se manter competitiva no cenário atual se aprofundar a colaboração com outras marcas do grupo Geely Holding. A avaliação é de Li Shufu, que destacou a importância da sinergia global diante dos desafios enfrentados pela indústria automotiva.
Segundo o executivo, operar de forma isolada pode levar à perda de competitividade. Durante reunião recente, ele afirmou que trabalhar sozinho pode colocar a marca em um “caminho autodestrutivo rumo à obsolescência”, reforçando a necessidade de integração entre as empresas do grupo.
A estratégia passa por ampliar o compartilhamento de tecnologias, plataformas e desenvolvimento entre marcas como Volvo, Polestar e outras controladas pela Geely. A ideia é reduzir custos, ganhar escala e acelerar a transição para veículos eletrificados e definidos por software, tendência que vem transformando o setor automotivo global.
O movimento também ganha força após impactos financeiros recentes. A Volvo registrou baixas contábeis relevantes em 2025, o que evidenciou a necessidade de ajustes estruturais e maior eficiência operacional. Nesse contexto, a China surge como peça-chave, tanto pela capacidade industrial quanto pelo avanço tecnológico em eletrificação.
Dentro da estratégia do grupo, a colaboração global já é tratada como prioridade. A Geely vem reforçando um modelo integrado de atuação entre suas marcas, com compartilhamento de arquitetura, cadeia de suprimentos e inovação, buscando competir em escala global com gigantes da indústria e acelerar o desenvolvimento de novos veículos.
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