A Ford vem passando por algumas dificuldades quanto à qualidade de seus produtos recentemente. Após um 2025 recorde de recalls, 2026 iniciou com mais de 7 milhões de veículos convocados para reparos até o início de março.
Em praticamente dois meses do ano, Ford e Lincoln emitiram chamadas de recall para 7,3 milhões de modelos, um volume maior que a metade dos casos de 2025, onde 12,9 milhões de veículos precisaram retornar aos concessionários.
Nos Estados Unidos, a Ford foi responsável por 17 campanhas de recall emitidas em 2026, bem acima das segunda colocadas, a Toyota (junto da Lexus) e as coreanas Hyundai e Genesis, que tiveram apenas cinco campanhas.
O que explica o excesso de recalls?
Segundo o próprio CEO da marca, Jim Farley, a Ford sofre com problemas de qualidade. Em 2026, problemas na câmera de ré afetaram mais de 1,7 milhões de carros, que precisaram ser reparados pela marca.
Semana passada, 4,3 milhões de unidades tiveram que ser convocadas para realizar reparos devido a problemas de software quando a função de reboque de trailer é ativa.
Outro fator que explica o excesso de recalls para a Ford é que muitos dos modelos reconvocados, como no caso acima, incluem a F-150, que tradicionalmente é o veículo mais vendido dos Estados Unidos, portanto, serão muitas unidades afetadas.
Brasil também com problemas
No Brasil, a Ford também está emitindo diversos recalls, que podem ser verificados na página da marca:
Em 2026 já foram nove comunicados de recall envolvendo modelos como Transit (a combustão e elétrica), Maverick (tanto a combustão quanto híbrida), Mustang e até mesmo o Ecosport.
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