Casos recentes de furto da câmera de ré do Jeep Renegade passaram a circular nas redes sociais e em grupos de proprietários, chamando atenção para a vulnerabilidade do componente. Situações semelhantes já haviam sido registradas em modelos como Volkswagen Nivus e Fiat Fastback, embora não exista, até o momento, a confirmação de um padrão único de atuação em todas as ocorrências.
De acordo com informações apuradas pela Mobiauto, um dos episódios que ganhou maior repercussão envolveu a retirada da câmera e, especificamente nesse caso, danos ao conector do sistema. O corte da fiação elevou de forma significativa o custo do reparo e levou o proprietário a buscar atendimento na rede autorizada.
Na concessionária, o orçamento apresentado ultrapassou os R$ 15 mil, pois previa a substituição completa do chicote elétrico do veículo. Diante do valor considerado inviável, o dono do Renegade decidiu relatar o ocorrido em um grupo de proprietários como forma de alerta. “Roubaram a câmera de ré do meu Renegade 25/26 e até agora não encontrei uma solução, pois cortaram junto o plug. Na concessionária, a sugestão foi trocar o chicote do carro inteiro por causa de um conector”, escreveu.
Nos comentários da publicação, outros usuários relataram situações pontuais semelhantes e apontaram alternativas fora da rede autorizada, como o uso de peças de sucata e a recuperação do conector original, o que ajudou a reduzir os custos do reparo em alguns casos.
A repercussão do episódio motivou o desenvolvimento de soluções preventivas. O desenvolvedor Rogério Durães criou um sistema de proteção voltado à câmera de ré do Jeep Renegade, com foco em dificultar a remoção do componente. “O que segura a câmera originalmente são seis cliques de plástico, então fica bem vulnerável”, explica.
A proposta utiliza uma estrutura metálica instalada por dentro da tampa do porta-malas, com travas que reforçam a fixação da câmera. O sistema também pode ser aplicado em outros modelos, como Fiat Fastback e Pulse, que já registraram casos semelhantes de furto do equipamento.
Procurada pelo Mobiauto, a Jeep informou que não recebeu registros oficiais sobre o tema em seus canais de atendimento. A marca acrescentou que o volume de câmeras de ré comercializadas em 2025 está dentro da média dos anos anteriores e reforçou que a rede de concessionárias está disponível para orientar os clientes, além de recomendar o registro de boletim de ocorrência junto às autoridades.
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