A disputa pela liderança no mercado de motos no Brasil tem um protagonista claro: a Honda. Dados recentes da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) confirmam a hegemonia da marca, que domina aproximadamente 65% das vendas, enquanto a Yamaha se consolida na segunda posição em um setor que não para de crescer.
O cenário atual mostra um aquecimento constante nas concessionárias. Essa alta é impulsionada pela busca por transporte econômico e pela crescente demanda de serviços de entrega. Embora a polarização entre as gigantes japonesas permaneça, o mercado vê o avanço de outras marcas, como a Shineray, que se firmou na terceira posição, e a ascensão de novos players como a Mottu.
A Honda mantém sua posição confortável graças a modelos de entrada que são verdadeiros campeões de venda. A CG 160 segue como a motocicleta mais vendida do país, um fenômeno que se repete há décadas. Sua popularidade se deve à combinação de robustez, baixo custo de manutenção e versatilidade, atendendo tanto ao trabalhador quanto ao motociclista urbano.
Completam o pódio da marca a Biz e a Pop 110i, motocicletas que também figuram entre as mais emplacadas do Brasil. Essa estratégia de focar em produtos de alta liquidez e grande volume garante à fabricante uma liderança que parece inabalável a curto e médio prazo.
A estratégia da Yamaha para se manter no pódio
A Yamaha, por sua vez, detém uma fatia de aproximadamente 14% do mercado. Embora distante da líder, a marca dos três diapasões se destaca em nichos específicos e com produtos de maior valor agregado. Modelos como a Fazer FZ 25 e a trail Lander 250 possuem um público fiel e competem fortemente em suas categorias.
No segmento de scooters, a Yamaha também mostra força com o NMAX e o Fluo, que disputam a preferência dos consumidores que buscam agilidade e praticidade para o dia a dia. A estratégia da marca é clara: consolidar sua imagem em segmentos onde a concorrência é mais equilibrada e apostar na fidelidade do cliente.
O crescimento do mercado de duas rodas é um reflexo direto da necessidade de mobilidade eficiente nas grandes cidades. Com o preço dos combustíveis ainda elevado e o trânsito cada vez mais intenso, a motocicleta se tornou a solução para milhões de brasileiros. Segundo projeções da própria Fenabrave, a tendência é que a procura continue aquecida, podendo fazer de 2026 um ano recorde para o setor.
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