A Honda apresentou a nova CB300F Twister 2027 durante o Festival Interlagos 2026, em São Paulo, e a principal novidade técnica promete mudar a experiência de pilotagem do modelo. A motocicleta agora vem equipada de fábrica com suspensão dianteira invertida, uma tecnologia antes restrita a motos de maior cilindrada e performance.
Essa atualização representa um salto significativo para a Twister, que também incorporou o controle de tração HSTC (Honda Selectable Torque Control). O novo sistema de suspensão é fornecido pela renomada marca Showa, do tipo SFF-BP (Separate Function Fork - Big Piston), com tubos de 38 mm de diâmetro.
O que é a suspensão invertida?
Diferente do garfo telescópico convencional, onde os tubos mais finos (bengalas) ficam presos à roda e os mais grossos (canelas) ao chassi, na suspensão invertida a lógica é oposta. Os tubos mais robustos e pesados ficam fixados na parte superior, enquanto os mais leves se movem com a roda.
Essa configuração reduz o que os engenheiros chamam de “massa não suspensa”, ou seja, o peso dos componentes que sobem e descem junto com a roda ao passar por irregularidades. Com menos peso para movimentar, a suspensão responde de forma mais rápida e eficiente aos impactos do solo.
Como isso muda a pilotagem
Na prática, o piloto sente a moto mais “na mão”. A rigidez maior do conjunto melhora a estabilidade em curvas, permitindo contorná-las com mais segurança e velocidade. A comunicação entre o pneu dianteiro e o guidão fica mais clara, transmitindo maior confiança.
A resposta da direção também se torna mais rápida e precisa, facilitando mudanças de trajetória e desvios de obstáculos no trânsito urbano. Durante frenagens fortes, a frente da moto tende a afundar menos (efeito conhecido como “mergulho”), mantendo a geometria da moto mais equilibrada e otimizando a capacidade de parada.
Outra novidade importante, o controle de tração HSTC, atua em conjunto com essa nova capacidade ciclística. O sistema monitora a velocidade das rodas e, caso detecte que a traseira está girando mais rápido que a dianteira (sinal de derrapagem), reduz a entrega de torque do motor para evitar a perda de aderência. É um recurso de segurança fundamental, especialmente em pisos molhados ou de baixa aderência.
As melhorias técnicas acompanham a nova estratégia visual da moto, que também ganhou uma versão S, com apelo mais esportivo, grafismos exclusivos e a cor Azul Metálico Mat Noturno Blue Metallic, reforçando o posicionamento do modelo como uma porta de entrada para uma pilotagem mais dinâmica. Os preços sugeridos são de R$ 26.880 para a versão ABS e R$ 27.680 para a versão S.
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