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A conta fecha?

Manutenção de carro híbrido é mais cara? Saiba o que muda na oficina

Bateria, freios regenerativos e motor elétrico; veja quais são os cuidados específicos e os custos de manutenção dos modelos híbridos de entrada.

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Sistema híbrido do GWM Haval H6
Sistema híbrido do GWM Haval H6 Foto: Divulgação/GMW

A manutenção de um carro híbrido não é necessariamente mais cara que a de um modelo a combustão, mas ela é diferente. O receio de custos elevados na oficina ainda afasta muitos motoristas dessa tecnologia, mas a realidade na maioria dos casos é um equilíbrio de despesas. O que se economiza em peças de desgaste comum pode compensar a necessidade de mão de obra especializada para o sistema elétrico.

O motor a combustão de um híbrido, seja ele do tipo leve (MHEV), convencional (HEV) ou plug-in (PHEV), segue um plano de manutenção similar ao de um carro tradicional. Trocas de óleo, filtros e velas continuam sendo necessárias nos intervalos recomendados pela fabricante. A grande vantagem é que este motor opera com menos frequência, sofrendo um desgaste consideravelmente menor ao longo do tempo.

Em trânsito urbano, por exemplo, o motor elétrico assume a maior parte do trabalho, poupando o propulsor a gasolina. Isso significa que componentes internos e periféricos, como correias e bombas, tendem a apresentar uma durabilidade superior, adiando reparos mais caros no futuro.

O que realmente muda na prática

A principal diferença e uma das maiores vantagens econômicas dos híbridos está no sistema de freios. Graças à tecnologia de frenagem regenerativa, o próprio motor elétrico ajuda a reduzir a velocidade do veículo, convertendo a energia cinética em eletricidade para recarregar a bateria. Na prática, as pastilhas e os discos de freio são muito menos acionados. Não é raro que esses componentes durem o dobro do tempo em comparação com um carro convencional, representando uma economia significativa.

Outro ponto de atenção é a bateria de alta tensão. Este é, talvez, o maior mito sobre os custos. As fabricantes projetam essas baterias para durar toda a vida útil do veículo, oferecendo garantias que geralmente variam de oito a dez anos. A substituição é um evento raro e, embora ainda tenha um custo elevado, os valores vêm caindo com a popularização da tecnologia. O motor elétrico, por sua vez, quase não exige manutenção, pois possui poucas peças móveis e não utiliza fluidos.

Onde está o custo, então?

O verdadeiro custo adicional da manutenção de um carro híbrido está na necessidade de mão de obra qualificada. Sistemas elétricos de alta voltagem exigem técnicos com treinamento específico e ferramentas adequadas para garantir a segurança e a eficiência do serviço. Isso significa que as revisões devem ser feitas preferencialmente em concessionárias ou oficinas especializadas, cujo valor da hora de trabalho pode ser mais alto.

Portanto, ao colocar na balança, a economia gerada no consumo de combustível e na maior durabilidade de peças como os freios costuma compensar o eventual custo extra com revisões especializadas. O segredo é seguir rigorosamente o plano de manutenção da montadora para garantir a longevidade de todo o conjunto.

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