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BYD Qin Plus: veja como funciona o sistema híbrido da nova geração

Novidade traz autonomia elétrica de até 220 km e alcance combinado de 2.290 quilômetros com tecnologia DM-i 5.0

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BYD Qin Plus DM-i
BYD Qin Plus DM-i Foto: Divulgação

A BYD lançou nesta terça-feira (27) a terceira geração do sedã híbrido plug-in Qin Plus DM-i na China com números que redefinem o mercado: autonomia combinada de até 2.290 quilômetros com um único tanque de combustível e bateria cheia. O modelo médio utiliza a quinta geração da tecnologia DM-i para entregar eficiência energética extrema com foco direto na redução drástica de gastos cotidianos.

A lógica do sistema DM-i no trânsito urbano

Nas cidades, o Qin Plus funciona a maior parte do tempo como um carro puramente elétrico. O conjunto mecânico reúne um motor 1.5 a combustão aspirado com ciclo Atkinson (74 kW) e uma unidade elétrica de 120 kW alimentada pela bateria Blade. Em velocidades baixas e médias, o propulsor a gasolina não traciona as rodas, operando somente como gerador para suprir a bateria ou o motor elétrico.

Essa configuração gera respostas rápidas em arrancadas e silêncio absoluto na cabine. Ao pisar no acelerador, a força imediata do motor elétrico move o veículo sem trocas de marcha, já que o modelo dispensa a caixa de câmbio automática tradicional. Em congestionamentos, o consumo pode alcançar médias próximas a 39 quilômetros por litro (2,58 litros a cada 100 km), mesmo operando com a bateria descarregada.

Desempenho e comportamento na rodovia

BYD Qin Plus DM-i
BYD Qin Plus DM-i Foto: Divulgação

Em velocidades de cruzeiro superiores a 80 quilômetros por hora, o sistema eletrônico altera a dinâmica de condução. Uma embreagem conecta o motor térmico diretamente ao eixo dianteiro por meio de uma engrenagem fixa, fazendo com que a unidade a combustão atue na sua faixa máxima de rendimento térmico.

Quando o motorista necessita de força para retomadas e ultrapassagens rápidas, ambos os motores trabalham de forma coordenada:

  • o motor elétrico fornece torque imediato para vencer a inércia;

  • a unidade térmica sustenta a velocidade com rotação estável;

  • o sistema de frenagem regenerativa recupera energia nas descidas e desacelerações.

Economia real e impacto no uso diário

BYD Qin Plus DM-i
BYD Qin Plus DM-i Foto: Divulgação

Diferente de híbridos convencionais que elevam drasticamente o consumo com a bateria descarregada, a tecnologia da marca chinesa sustenta a eficiência constante, mantendo a média homologada em 2,58 litros a cada 100 quilômetros rodados.

Com tanque de combustível de 65 litros e opções de bateria Blade de 16,2 kWh ou 24,3 kWh, a autonomia elétrica pura varia de 140 km na versão inicial até 220 km nas configurações de topo. Isso torna as visitas aos postos de combustível eventos raros: motoristas em trajetos rotineiros conseguem rodar dias inteiros exclusivamente no modo elétrico, recorrendo apenas a recargas domésticas noturnas sem queimar combustível fóssil.

A combinação de preços competitivos e alcance recorde intensifica a pressão sobre as fabricantes tradicionais e consolida a eletrificação acelerada no mercado global.

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