Os motoristas e transportadores brasileiros encontram um cenário de pressão nos preços nas primeiras semanas de outubro. Ao contrário de uma trégua nas bombas, o mercado de combustíveis registrou altas expressivas em todo o território nacional, puxadas principalmente pelo encarecimento do diesel e do etanol.
Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) referentes à primeira quinzena do mês apontam uma aceleração nos reajustes. O diesel comum subiu 6,67%, enquanto o diesel S-10 avançou 5,07%. No mesmo período, o etanol hidratado registrou alta de 2,38%, ao passo que a gasolina apresentou ligeiro acréscimo de 0,15% nas bombas.
Comportamento das cotações nas bombas
O movimento de alta renova a preocupação sobre os custos logísticos no país. As cotações médias nacionais mostram a gasolina comercializada a R$ 6,73 por litro, o diesel S-10 cotado a R$ 7,46 por litro e o etanol hidratado atingindo a média de R$ 4,31 por litro nos postos brasileiros.
A dispersão regional de preços segue relevante entre as unidades federativas. O menor preço médio para o etanol foi registrado em São Paulo, a R$ 4,03 por litro, enquanto Sergipe apontou o patamar mais elevado, chegando a R$ 5,54. Já a gasolina teve seu valor médio mais baixo apurado no Rio Grande do Sul, a R$ 6,28, e a média mais cara em Roraima, comercializada a R$ 7,64 por litro.
Competitividade do etanol frente à gasolina
Mesmo com a alta recente de 2,38%, o biocombustível preservou atratividade econômica em diversas praças para os proprietários de veículos com motor flex. A paridade média nacional entre os dois combustíveis manteve-se favorável ao etanol na comparação com o teto de 70%, tradicionalmente utilizado como balizador técnico de eficiência.
Estados como Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná permanecem com vantagem financeira imediata para o consumo de etanol. Já em localidades das regiões Norte e Nordeste, como Maranhão e Sergipe, a gasolina segue sendo a opção economicamente mais vantajosa.
Cenário internacional e medidas fiscais
A volatilidade externa e a dependência das importações de derivados de petróleo continuam pressionando as distribuidoras locais. Para atenuar os impactos diretos da alta do diesel no frete rodoviário e na inflação, medidas governamentais mantêm compensações e subvenções aos importadores, incluindo o subsídio temporário que foi elevado para R$ 3,52 por litro de diesel, mitigando repasses ainda maiores para as bombas.
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