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NOVAS REGRAS

China proíbe bancos zero gravidade, maçanetas ocultas e mensagem nos faróis

Medidas inéditas buscam garantir viagens mais seguras para motoristas chineses

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Maçaneta retrátil em carro elétrico chinês
Maçaneta retrátil em carro elétrico chinês Foto: Reprodução/iFeng

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China publicou uma proposta com novas exigências de segurança para o mercado automotivo. O documento em consulta pública estabelece limites técnicos claros para componentes modernos que apresentam riscos operacionais aos ocupantes e pedestres.

A iniciativa governamental pretende conter exageros tecnológicos adotados rapidamente pelas montadoras locais. O foco recai sobre recursos digitais complexos, mecanismos automatizados nos assentos, superfícies de iluminação externa e maçanetas retráteis presentes nos lançamentos mais recentes.

Critérios rígidos para assentos especiais

Bancos reclináveis de "gravidade zero"
Bancos reclináveis de "gravidade zero" Foto: Divulgação/BYD

Um dos pontos centrais da proposta envolve os bancos “zero gravidade”. Esses assentos se inclinam em ângulos profundos e contam com múltiplos ajustes para proporcionar descanso aos passageiros, mas despertam preocupações quanto à proteção física em sinistros de trânsito.

O governo chinês quer obrigar as montadoras a realizarem testes mais rigorosos de resistência contra colisões frontais e laterais. As diretrizes também exigem proteções eletrônicas contra o risco de esmagamento de mãos e pés durante as mudanças de posição.

O texto proíbe qualquer movimentação ou reclinação profunda desses assentos enquanto o automóvel estiver em movimento nas ruas e rodovias. A intenção é assegurar que o ocupante viaje sempre na posição correta para o funcionamento dos cintos de segurança e dos airbags.

Limites para telas e projeções nos vidros

O Leap One, sua central multimidia, tem uma tela de 14,6" com conexão à internet e atualização OTA.
O Leap One, sua central multimidia, tem uma tela de 14,6" com conexão à internet e atualização OTA. Foto: Divulgação/Stellantis

Os painéis dos veículos novos também passarão por um crivo rigoroso. As autoridades pretendem barrar telas multimídia com dimensões excessivas e sistemas avançados de projeção de dados no para-brisa que possam roubar a atenção do condutor. A proposta também estabelece a proibição total de telas dobráveis e flexíveis, tecnologias recentemente desenvolvidas pela indústria tecnológica.

As fabricantes deverão apresentar estudos técnicos comprovando que esses visores não causam distração perigosa ao volante. Os equipamentos precisarão manter a integridade física em batidas violentas e funcionar com estabilidade térmica em condições climáticas severas, sem estilhaçar ou emitir fragmentos na cabine.

O projeto alcança ainda os conjuntos ópticos com diodos emissores de luz de alta definição. Carros que projetam frases ou animações na pista por meio dos faróis e lanternas terão o conteúdo controlado para evitar projeções não autorizadas nas vias.

Segurança nas maçanetas e portas

A minuta revisita a utilização das maçanetas totalmente ocultas nas portas dos automóveis elétricos e híbridos. A proibição de maçanetas totalmente ocultas já havia sido estabelecida em padrão de segurança nacional divulgado no início de 2025, com vigência prevista para janeiro de 2027. A proposta atual reforça essa determinação e detalha requisitos técnicos adicionais, exigindo a instalação obrigatória de acionamentos mecânicos redundantes, dispensando a dependência exclusiva de circuitos elétricos para a abertura das portas.

Os veículos também devem apresentar folga física adequada na lataria para que equipes de resgate consigam puxar as portas rapidamente em caso de colisão com pane elétrica. O conjunto de propostas segue aberto para contribuições da sociedade até 10 de novembro de 2026 e não representa uma proibição imediata no país.

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