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China proíbe maçanetas elétricas retráteis após acidentes fatais

Falhas no acionamento das portas em situações de emergência levaram autoridades a exigir soluções mecânicas obrigatórias a partir de 2027

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Maçaneta retrátil em carro elétrico chinês
Maçaneta retrátil em carro elétrico chinês Foto: Reprodução/iFeng

A China decidiu proibir o uso de maçanetas elétricas retráteis em carros novos vendidos no país a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida, anunciada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), tem como foco principal a segurança dos ocupantes e de equipes de resgate, após uma série de acidentes graves envolvendo veículos equipados exclusivamente com esse tipo de sistema.

Segundo as autoridades chinesas, foram registrados casos em que, após colisões, incêndios ou alagamentos, as maçanetas elétricas deixaram de funcionar devido à perda total de energia. Nessas situações, portas não puderam ser abertas nem por dentro nem por fora, o que dificultou o resgate dos ocupantes e, em alguns episódios, contribuiu para mortes. 

GAC Aion Y
GAC Aion Y Foto: Enrico Paladino/Vrum

Com a nova regulamentação, todos os automóveis de passeio com até 3,5 toneladas vendidos na China deverão contar obrigatoriamente com um sistema de abertura mecânico funcional, tanto interna quanto externamente, capaz de operar mesmo na ausência completa de energia elétrica.

Na prática, isso elimina projetos que dependem exclusivamente de atuadores elétricos para liberar as portas, exigindo soluções manuais de emergência acessíveis. A decisão impacta diretamente marcas locais e globais que atuam no mercado chinês, incluindo fabricantes que tornaram as maçanetas retráteis um elemento marcante de design.

Embora a regra valha inicialmente apenas para a China, o peso do maior mercado automotivo do mundo pode influenciar normas técnicas em outras regiões. Assim como já ocorreu com exigências relacionadas a baterias, emissões e segurança, a proibição das maçanetas elétricas puras pode acabar redefinindo padrões globais de projeto, colocando a funcionalidade e o resgate em emergências acima de soluções puramente estéticas.