O preço do diesel S-10 subiu 2,3% nos postos brasileiros na semana de 13 a 19 de setembro. O valor médio do litro atingiu R$ 7,13 no período, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Essa alta ocorre em um cenário de pressão no mercado internacional de combustíveis. As cotações do petróleo e de seus derivados são influenciadas por tensões no Oriente Médio e pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.
No Brasil, a oferta de diesel também é um fator relevante. Antonio José Costa, assessor de assuntos econômicos do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), afirma que a quantidade de produto disponível não acompanha a demanda, mesmo com subsídios do Governo Federal.
Segundo o especialista, a redução na entrada de diesel importado contribui para a elevação dos preços cobrados pelas distribuidoras. A comercialização do diesel de origem russa, que responde por uma parcela importante das importações, está comprometida.
“Os importadores estão recebendo neste mês um volume menor do que agosto, então a previsão é de que seja menos 20% do que o que já recebemos em setembro. Por causa disso, as distribuidoras têm aumentado seus preços e consequentemente chegam no varejo”, detalha Costa.
A variação de preço impacta diretamente atividades que dependem de veículos pesados, como o transporte de mercadorias e passageiros. Costa explica que o comportamento dos preços nas bombas acompanha os custos acumulados na cadeia de abastecimento.
“O posto é apenas um repassador de custo. Quando sobe na origem, sobe no varejo. O preço do mercado local é reflexo do internacional”, finaliza.
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