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Diesel acumula alta de 11,6% e volta a subir; entenda o cenário

Estudo mostra pico em abril e estabilização recente; corte da Petrobras e crise externa, porém, provocam nova alta e acendem alerta no setor

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Caminhão sendo abastecido com óleo diesel no posto de combustível
Caminhão sendo abastecido com óleo diesel no posto de combustível Foto: Arquivo EM

O preço médio do diesel S10 acumulou uma alta de 11,6% entre janeiro e agosto de 2026. O levantamento, realizado pela TruckPag, analisou dados de abastecimento em mais de 4.900 postos credenciados e cerca de 10 mil bombas de combustível por todo o país.

Após atingir o pico de R$ 7,13 por litro em abril, o combustível encerrou agosto com valor médio de R$ 6,45. O valor representa uma queda de 9,5% em relação ao maior patamar do ano, mas o diesel segue mais caro que no início de 2026, quando custava R$ 5,78.

Kassio Seefeld, CEO da TruckPag, afirma que, apesar do recuo desde abril, o diesel continua a pressionar os custos das transportadoras. "Em um setor que opera com margens apertadas, oscilações como essas exigem planejamento financeiro", explica.

A trajetória de preços foi marcada por uma forte aceleração de fevereiro a abril, seguida por quatro meses de retração. Em agosto, o preço se concentrou próximo a R$ 6,43, indicando uma acomodação após a volatilidade anterior.

A análise também revela diferenças regionais. A Bahia registrou a maior alta acumulada desde fevereiro, com 19,26%. Em seguida aparecem Piauí (18,55%), Maranhão e Ceará (ambos acima de 16%). O Rio Grande do Sul teve a menor variação nacional, de 5,85%. Nenhum estado apresentou queda no preço do combustível no período.

Corte da Petrobras interrompe estabilização

A tendência de estabilidade foi revertida na primeira semana de setembro. Entre os dias 1 e 8, o preço médio nacional do diesel passou de R$ 6,43 para R$ 6,59, com apenas um dia de recuo.

O principal gatilho foi um corte de 10% a 20% nas cotas que a Petrobras vende às grandes distribuidoras, anunciado em 3 de setembro. O agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã também pressionou o custo de importação do combustível.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) declarou estado de sobreaviso para o abastecimento nacional. O custo de importação do diesel subiu R$ 3,10 por litro.

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