O Jeep Commander se consolidou como uma opção de destaque entre os SUVs de sete lugares no Brasil, mas a experiência de alguns proprietários tem sido marcada por problemas recorrentes que persistem desde o seu lançamento, em 2022, e continuam sendo reportados em modelos fabricados até 2026. As queixas mais comuns, encontradas em fóruns e grupos de discussão, envolvem o consumo excessivo de óleo do motor 1.3 turboflex (T270) e falhas no sistema multimídia, gerando preocupação com a durabilidade e os custos de manutenção.
Esses relatos apontam para uma atenção especial que o consumidor deve ter antes de fechar negócio ou durante a posse do veículo. Os defeitos, embora nem sempre generalizados, aparecem com frequência suficiente para serem considerados pontos de alerta para quem busca um SUV robusto e confiável para a família.
Consumo de óleo no motor T270
O problema mais crítico relatado por donos do Commander está ligado ao motor T270, que também equipa outros modelos do grupo Stellantis, como o Jeep Compass, Renegade, Fiat Toro e Fastback. O consumo de óleo lubrificante acima do especificado no manual é a queixa principal. Em alguns casos, o nível do óleo baixa drasticamente em poucos milhares de quilômetros.
A consequência direta é o risco de danos graves ao motor caso o proprietário não verifique o nível do cárter com frequência. A falta de lubrificação adequada pode levar ao desgaste prematuro de componentes internos, resultando em reparos caros e complexos. A recomendação é monitorar o nível de óleo a cada 1.000 quilômetros ou antes de viagens longas.
Falhas na central multimídia
Outra fonte comum de frustração é o sistema de infotenimento Uconnect. Proprietários relatam panes súbitas, resultando na temida “tela preta”, que desliga completamente a central multimídia e, com ela, funções essenciais como a câmera de ré, GPS e a conectividade com Android Auto e Apple CarPlay.
Os travamentos e a perda de conexão com smartphones também são apontados como defeitos intermitentes. Na maioria das vezes, o problema é resolvido temporariamente ao desligar e ligar o veículo, mas as falhas costumam retornar. As concessionárias geralmente realizam atualizações de software para corrigir as instabilidades.
Além dos dois principais pontos, outros problemas também são mencionados por donos do SUV. Entre eles, destacam-se:
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Falhas elétricas múltiplas: Proprietários reportam problemas graves nos módulos PCM e Body Computer, que causam travamento de sensores, impedem o destravamento do freio de mão eletrônico e provocam disparos aleatórios de alarmes.
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Ruídos na suspensão e nos bancos: Além dos estalos e batidas secas na suspensão dianteira ao passar por pisos irregulares, há relatos específicos de barulhos constantes nos bancos traseiros, um problema estrutural reconhecido como falha de projeto.
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Tampa do porta-malas elétrica: Alguns relatos indicam falhas no sistema de abertura e fechamento automático, que para de funcionar ou não completa o ciclo corretamente.
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Acabamento e montagem: Peças plásticas com rebarbas e desalinhamento de componentes da carroceria, como portas e para-choques, são observados em algumas unidades.
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