Na hora de comprar um carro, muita gente presta atenção apenas na potência do motor e nos equipamentos, mas o tipo de transmissão também faz bastante diferença na experiência ao volante. Atualmente, existem diversos sistemas disponíveis no mercado, cada um com funcionamento, vantagens e desvantagens próprias. A seguir, conheça os principais tipos de câmbio utilizados atualmente e alguns modelos que adotam cada tecnologia, confira:
1- Manual (MT)
O câmbio manual continua sendo um dos mais populares do mercado graças à simplicidade mecânica, menor custo de manutenção e maior controle por parte do motorista. Nesse sistema, todas as trocas de marcha são realizadas manualmente com o auxílio do pedal da embreagem, sendo uma opção bastante procurada por quem gosta de dirigir ou busca um veículo mais barato.
Alguns modelos que utilizam esse tipo de transmissão são o Volkswagen Polo Track, Fiat Mobi, Renault Kwid, Chevrolet Onix MT, Honda Civic Type R e Toyota GR Corolla.
2- Automático (AT)
O câmbio automático tradicional utiliza um conversor de torque para realizar as trocas de marcha sem intervenção do motorista. É conhecido pelo funcionamento suave, conforto no trânsito e boa durabilidade quando recebe a manutenção correta. Nas versões mais modernas, também oferece respostas rápidas e consumo bastante competitivo.
Entre os modelos equipados com esse sistema estão Jeep Compass, Volkswagen Nivus, Chevrolet Tracker e Fiat Fastback Abarth.
3- CVT
A transmissão CVT funciona de maneira diferente dos demais câmbios, pois utiliza polias e uma correia metálica para variar continuamente a relação de marchas. O resultado é uma aceleração bastante suave e um consumo de combustível geralmente menor, embora muitos motoristas estranhem a sensação de manter o motor em rotações elevadas durante acelerações mais fortes.
Fiat Cronos, Honda HR-V, Nissan Sentra, Nissan Kicks, Toyota Corolla sedan e Cross são alguns dos modelos que utilizam esse tipo de transmissão.
4- Automatizado de dupla embreagem (DCT)
O câmbio de dupla embreagem, conhecido como DCT, utiliza duas embreagens independentes para realizar as trocas de marcha de forma extremamente rápida. Esse sistema melhora o desempenho, reduz a perda de potência durante as mudanças de marcha e costuma equipar veículos esportivos. A Ford chegou a utilizar o sistema no famoso e problemático câmbio Powershift.
Alguns exemplos são Volkswagen Golf GTI e Jetta GLI, quase todos os modelos da Porsche, Hyundai Creta e modelos Audi RS.
5- Automatizado (AMT)
O câmbio automatizado, também conhecido como AMT, é basicamente uma transmissão manual convencional que recebeu atuadores eletrônicos para controlar a embreagem e as trocas de marcha. O sistema tem custo de fabricação mais baixo que um automático tradicional, mas costuma apresentar mudanças de marcha mais lentas e menos suaves, além de apresentar problemas crônicos e ter custo elevado de manutenção.
Entre os modelos equipados com esse tipo de transmissão estão os Dualogic da Fiat, Chevrolet com o Easytronic, e Volkswagen com o I-Motion.
6- Manual inteligente (IMT)
O IMT, sigla para Transmissão Manual Inteligente, é uma transmissão manual automatizada que elimina apenas o pedal da embreagem. O motorista continua realizando as trocas de marcha normalmente, mas um sistema eletrônico aciona automaticamente a embreagem, oferecendo mais conforto sem alterar a sensação de dirigir um carro manual.
Entre os modelos que utilizam esse sistema estão o Hyundai Venue e o i20 vendidos em alguns mercados internacionais. No Brasil, essa tecnologia não é comercializada, mas um sistema parecido equipou o Palio Citymatic, que foi vendido entre 1999-2000.
-
Assista aos vídeos do VRUM no YouTube e no Dailymotion!