Os emplacamentos da primeira quinzena de julho de 2026 revelam um cenário de mudança no mercado automotivo brasileiro. A liderança de modelos tradicionais se mantém, mas a entrada de veículos elétricos e híbridos se consolida.
O levantamento da consultoria Bright mostra como fabricantes distribuem suas apostas para diferentes perfis de consumidores. Os números indicam a força de marcas já estabelecidas e a ascensão de novas concorrentes, principalmente de origem chinesa.
Liderança entre os mais vendidos
A FIAT Strada permanece no topo do ranking com 6.817 unidades emplacadas, garantindo o posto de modelo mais vendido do país. A picape compacta alcançou 6,42% de participação de mercado no período. O VW Tera é o segundo com 3.986 emplacamentos.
Outras picapes também se destacam. A FIAT Toro registrou 2.254 emplacamentos, com 2,12% de participação, enquanto a VW Saveiro somou 2.072 unidades, mostrando aceleração recente nas vendas.
SUVs e hatches seguem em alta
O VW Polo se firma entre os hatches com 3.726 emplacamentos e 3,51% de participação. A marca alemã também se destaca com o SUV VW T-Cross, que alcançou 3.398 unidades e 3,20% do mercado.
O Hyundai Creta chega a 3.091 emplacamentos, com 2,91% de participação. Outros utilitários com bom desempenho incluem o Toyota Yaris Cross (2.294), o FIAT Fastback (2.236) e o Chery Tiggo 5X (2.057).
Elétricos avançam no ranking
Os carros elétricos aparecem com força entre os mais vendidos. O principal destaque é o BYD Dolphin Mini, com 3.075 unidades e 2,90% de participação. O BYD Dolphin maior registrou 2.472 emplacamentos, representando 2,33% do total.
O Geely EX2 entrou no top 10 com 2.408 unidades, responsável por 2,27% do mercado na quinzena. No segmento de SUVs eletrificados, o BYD Song Pro atingiu 1.975 emplacamentos, com 1,86% de participação.
Tendências para o mercado automotivo
Os dados de julho indicam tendências claras no Brasil. Modelos de entrada, como o Polo e o Argo (2.142 emplacamentos), continuam relevantes. Picapes e SUVs também consolidam seu espaço, refletindo a preferência por veículos versáteis.
A presença de elétricos como o Dolphin Mini e o Geely EX2 mostra que a eletrificação deixou de ser um nicho. O cenário sugere um período de transição, com a combinação de veículos a combustão e novos elétricos.
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Manutenção da liderança de modelos consolidados, como a FIAT Strada.
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Crescimento contínuo dos SUVs em diferentes faixas de preço.
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Entrada agressiva de elétricos e híbridos no top 15.
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Disputa acirrada entre marcas tradicionais e fabricantes chinesas.
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