Imagine ter um carro zero-quilômetro na garagem todo ano, sem se preocupar com IPVA, seguro ou o custo das revisões. Essa é a promessa do carro por assinatura, uma modalidade de serviço que vem ganhando força no Brasil como uma alternativa à compra ou ao financiamento de um veículo. Na prática, funciona como um aluguel de longo prazo, com contratos que geralmente variam de 12 a 48 meses.
O cliente paga uma mensalidade fixa que cobre o uso do carro e um pacote de serviços. As empresas, que podem ser montadoras (como a Renault On Demand) ou grandes locadoras (como Localiza Meoo, Movida e Unidas Livre), cuidam de toda a burocracia, desde o emplacamento e documentação até o agendamento da manutenção preventiva. Ao final do período contratado, basta devolver o veículo e, se desejar, iniciar um novo ciclo com um modelo mais novo.
Vantagens do carro por assinatura
O principal atrativo é a previsibilidade financeira. Com um único valor mensal, o motorista sabe exatamente quanto gastará com o carro, eliminando surpresas com reparos inesperados ou com as altas taxas anuais. Para quem usa o carro para trabalhar, essa clareza no orçamento é um diferencial importante.
A comodidade é outro ponto forte. A empresa de assinatura se responsabiliza por toda a gestão do veículo. Isso significa não ter que negociar apólices de seguro, procurar oficinas para revisões ou se preocupar com a desvalorização e o processo de venda do usado.
Além disso, o serviço oferece a oportunidade de dirigir sempre um carro novo, equipado com as tecnologias mais recentes de segurança e conectividade, sem a necessidade de um grande investimento inicial para a compra.
Desvantagens a considerar
Apesar da conveniência, o custo total em longo prazo pode ser um ponto negativo. A soma das mensalidades ao longo de dois ou três anos geralmente supera o valor que o proprietário gastaria com a depreciação e os custos de um carro comprado no mesmo período. O serviço embute um prêmio pela conveniência.
Os contratos também impõem limites que precisam ser observados. A maioria dos planos inclui uma franquia de quilometragem mensal ou anual, que costuma partir de 500 km por mês. Ultrapassar essa marca resulta em multas que podem encarecer bastante o serviço. Modificações no veículo, como a instalação de acessórios, também são proibidas.
Por fim, é fundamental entender que, ao final do contrato, o cliente não possui um bem. Diferente de um financiamento, onde o veículo se torna um patrimônio ao ser quitado, na assinatura o valor pago cobre apenas o direito de uso. O motorista termina o período sem carro e sem o dinheiro investido.
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