A popularização dos carros híbridos no Brasil deixou de ser uma promessa e se tornou realidade. Montadoras como BYD, GWM, Toyota e Stellantis lideram um movimento que está tornando a tecnologia, antes restrita a modelos de luxo, acessível para um público mais amplo, com diversas opções já disponíveis abaixo da barreira dos R$ 200 mil.
A principal estratégia por trás dessa mudança é a simplificação da tecnologia. Em vez dos complexos e caros sistemas híbridos completos (HEV) ou plug-in (PHEV), as fabricantes estão investindo em massa nos chamados híbridos-leves, ou MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle). Essa abordagem é mais barata e fácil de implementar.
Nesse sistema, um pequeno motor elétrico, alimentado por uma bateria de 12V ou 48V, auxilia o motor a combustão em momentos específicos, como na partida e em acelerações. Ele não move o carro sozinho, mas reduz o esforço do motor principal, o que resulta em economia de combustível e uma ligeira melhora no desempenho.
Outro pilar fundamental é a nacionalização da produção. A fabricação de componentes e a montagem dos veículos no país reduzem drasticamente os custos com impostos de importação e logística. A Stellantis, por exemplo, desenvolveu a plataforma Bio-Hybrid, que combina a eletrificação com motores flex, adaptada à realidade brasileira.
Principais estratégias para baratear os híbridos
A combinação de fatores tecnológicos e de mercado permitiu a redução dos preços. As principais táticas da indústria para alcançar esse objetivo são:
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Sistema híbrido-leve (MHEV): é a tecnologia mais barata de eletrificação, pois exige menos alterações nos projetos originais dos carros a combustão e usa componentes mais simples.
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Produção nacional: fabricar os carros e seus componentes no Brasil, como fazem Toyota e Stellantis, corta custos e permite aproveitar incentivos fiscais do governo.
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Baterias menores: os sistemas MHEV usam baterias compactas e de menor custo quando comparadas às grandes e complexas unidades de modelos plug-in ou 100% elétricos.
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Guerra de preços: a chegada agressiva de marcas chinesas, como a BYD e a GWM, com produtos bem equipados e preços competitivos, forçou as montadoras tradicionais a se movimentarem para não perderem mercado.
Para o consumidor, essa transformação se traduz em mais opções com a promessa de menor consumo de combustível e emissão de poluentes. Essa nova safra de veículos funciona como uma importante ponte entre os carros puramente a combustão e os modelos 100% elétricos, facilitando a transição para uma mobilidade mais sustentável.
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