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Conheça 10 fatos sobre o Volkswagen T-Cross

SUV mais vendido do país, modelo se destaca pela robustez e desempenho

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29/05/2019. Credito: Leandro Couri/EM/D.A Press. Brasil. Belo Horizonte - MG. Volkswagen T-Cross, 200 TSI, motor 1.0 Turbo, cambio automatico de seis marchas, versao Confortline.
29/05/2019. Credito: Leandro Couri/EM/D.A Press. Brasil. Belo Horizonte - MG. Volkswagen T-Cross, 200 TSI, motor 1.0 Turbo, cambio automatico de seis marchas, versao Confortline. Foto: 29/05/2019. Credito: Leandro Couri/EM/D.A Press. Brasil. Belo Horizonte - MG. Volkswagen T-Cross, 200 TSI, motor 1.0 Turbo, cambio automatico de seis marchas, versao Confortline.

A Volkswagen foi uma das últimas grandes fabricantes de veículos no Brasil a dar atenção aos segmentos de SUVs menores e urbanos. Quem abriu esse caminho na marca alemã foi justamente o T-Cross, lançado no início de 2019, para brigar na categoria de crossovers compactos.

Hoje o modelo tem a companhia de outros SUVs citadinos dentro do portfólio da Volks, e fica posicionado justamente entre o Nivus (apresentado em 2020) e o médio Taos (que estreou no ano passado). Mas é o T-Cross que pode ostentar a coroa de rei da categoria de utilitários esportivos.

Segundo os dados consolidados da Fenabrave nos sete primeiros meses do ano, o T-Cross é o SUV mais emplacado do país até o momento. Mesmo com um desempenho fraco em vendas no mês de julho, o modelo da VW acumula 36.404 unidades vendidas, o que o coloca também como terceiro automóvel de passeio mais comercializado do Brasil.

Fica à frente do Jeep Compass (que é médio e não chega a ser um rival de fato) e do Hyundai Creta (esse sim um concorrente mais direto entre os compactos). Conheça agora alguns fatos que ajudam o T-Cross a ser um sucesso comercial. E também outros aspectos que podem pesar contra o SUV mais popular da Volks.

1- Versões do Volkswagen T-Cross

A linha T-Cross segue o pragmatismo que a Volks aplica nos últimos anos. Atualmente, o crossover é vendido em quatro versões de acabamento, isso porque, em meados de 2021, a Volks ressuscitou a configuração Sense (antes exclusiva para vendas PcD) para ser a opção de entrada - mais barata, inclusive, que o Nivus inicial (o Comfortline começa em R$ 119.550).

O conjunto mecânico de boa parte da família é o mesmo desde o lançamento: motor 1.0 turbo TSI e câmbio automático de seis marchas - a única versão manual foi encerrada em setembro do ano passado, na virada para a linha 2022, já que vendia pedrinha. A topo de linha Highline é a única que usa o 1.4 TSI.

  • VW T-Cross Sense 200 TSI - R$ 111.800
  • VW T-Cross 200 TSI - R$ 132.970
  • VW T-Cross Comfortline 200 TSI - R$ 149.670
  • VW T-Cross Highline 250 TSI - R$ 159.930

*Preços públicos sugeridos apurados na primeira semana de agosto, com exceção para os estados de São Paulo e Paraíba

2- Desempenho

Volkswagen T-Cross Highline estacionado de lado
Versões com motor 1.0 turbo têm bom desempenho, mas a top de linha Highline 250 TSI se destaca nesse quesito

Apesar de, conforme a versão, usar os mesmos motores de Nivus e Taos, o modelo apresenta uma calibragem mais forte no desempenho. Mesmo com o queridinho motor 1.0 TSI de 128/116 cv, as arrancadas são espertas e a caixa automática de seis marchas tem respostas ágeis. 

Segundo a montadora, o 0 a 100 km/h do T-Cross 1.0 pode ser feito em até 10,4 segundos. Outro ponto alto fica por conta das retomadas. Os 20,4 kgfm de torque máximo disponíveis entre 2.000 e 3.500 rpm garantem força em situações de ultrapassagens ou na hora de encarar ladeiras e subidas.

O desempenho do T-Cross 200 TSI até deixa a versão mais potente meio “deslocada”. Mas, claro, que os 150 cv e 25,5 kgfm do motor 1.4 da Highline 250 TSI vão entregar mais arrojo. O que fica evidente no 0-100 em 8,7 segundos, de acordo com os dados fornecidos pela marca. É a opção para quem faz questão mesmo de performance.

3- Dinâmica

O T-Cross se difere na linha de SUVs da Volkswagen pela dinâmica. A - também queridinha - plataforma modular MQB é a mesma, mas o modelos é aquele Volks raiz, mais durinho, com acerto firme da direção e até uma calibragem mais rígida da suspensão, ao contrário do Nivus (mais baixo) e Taos (com acerto bem mais “suave”).

Mesmo com dimensões generosas para o segmento de compactos e mais alto, o T-Cross é firme na maior parte do tempo. A carroceria tem ótima rigidez, a direção é obediente, o SUV aponta bem nas curvas e não dá sinais de flutuação nas retas.

4- T-Cross é mais SUV que os outros?

Pois é, não é um trilheiro, mas é um dos com mais porte de SUV no segmento de compactos - só perde para o Jeep Renegade nesse aspecto. Com 4,19 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,56 m de altura e 2,65 m de entre eixos, o exemplar da Volks tem vão livre do solo de 19 cm e a calibragem da suspensão aguenta bem com buracos.

5- Equipamentos do Volkswagen T-Cross

A ressuscitada versão Sense sai apenas com o necessário para a “selva urbana”. O T-Cross de entrada é equipado com ar-condicionado, direção com assistência elétrica, trio elétrico, start/stop do motor, alarme, ajustes de altura e de profundidade do volante, computador de bordo, regulagem de altura do farol e sensor de luminosidade.

Na parte de segurança, controles de estabilidade, tração e subidas e seis airbags. Porém, as rodas são de aço, não há faróis de neblina, a grade é pintada de preto fosco e, com a crise dos semicondutores, o modelo perdeu até a central multimídia APP Connect, com tela de 8”.

Para quem quer um carro mais recheado é necessário coçar bem o bolso e ir para a configuração 200 TSI. A opção intermediária com motor 1.0 turbo agrega frenagem automática de emergência, monitoramento de pressão dos pneus, painel de instrumentos eletrônico (em tela de 8”, mas não configurável), central VW Play com tela de 10”, rodas de liga-leve aro 16”, sensor de ré e faróis de neblina.

Na Comfortline, o ar passa a ser automático e a variante agrega, ainda, câmera de ré, retrovisores rebatíveis eletricamente, chave presencial, detector de fadiga, sensor de estacionamento dianteiro, rodas aro 17” e grade em preto brilhante com detalhes cromados.

Na linha 2022 lançada no ano passado, a variante ganhou painel configurável Active Info Display (em tela de 10,25”) e carregador de celular por indução. Na cabine, carpete, detalhes cromados e luz ambiente de LED.

A topo de linha Highline é a que tem mais recursos de auxílio à condução e itens de condução semi-autônoma, já que é dotada de controle de cruzeiro adaptativo com frenagem autônoma de emergência. Retrovisor eletrocrômico, sensor de chuva, pedaleiras cromadas, bancos parcialmente de couro e três modos de condução para o conjunto 1.4 completam a lista. 

6- Conforto e posição de dirigir

A posição de dirigir do T-Cross é bem diferente da do Nivus e da maioria dos SUVs compactos. O motorista fica bem alto e ereto na cabine, e se vale uma ergonomia satisfatória na maior parte do tempo e de boa visibilidade.

Além disso, o SUV compacto da Volks chama a atenção também pelo espaço interno. Motorista e carona têm bom vão para pernas e joelhos e o banco traseiro leva até três adultos “normais” numa boa. O acerto da suspensão é robusto, mas não é daqueles que privilegia o conforto, e o isolamento acústico deixa a desejar.

7- Boa versão e safra

Volkswagen T-Cross Comfortline azul em movimento em rodovia
Versão Comfortline 200 TSI tem bom custo-benefício

O T-Cross Comfortline 200 TSI é uma boa opção para quem quer o SUV da Volks mais equipado. Os modelos 2020/21 passaram pelo “primeiro ano” de ajustes e já são equipados com a central VW Play de 10”. Além disso, o carro está ainda dentro da garantia de fábrica. O problema são os preços nos sites de anúncios, que ficam entre R$ 113 mil e R$ 120 mil…

8- Porta-malas e acabamento

O bom espaço na cabine cobra o preço no porta-malas. O compartimento de bagagens do T-Cross é risível, com apenas 373 litros de capacidade. Também é raso e estreito e aquelas malas grandes precisam ser levadas em pé.

Outro ponto delicado no T-Cross - e em boa parte dos modelos da Volkswagen - é o acabamento interno. Excesso de plástico que aparenta baixa qualidade, falhas aparentes em alguns fechamentos do painel e um design que não destoa muito se você está em um Gol, Virtus ou Nivus, desagradam no modelo.

9- Manutenção

O T-Cross tem custo de revisão bastante elevado. Confira os preços fixos das vistas até os 60 mil km (preços apurados na primeira semana de agosto).

Sense*

  • 10.000 km: R$ 734,94
  • 20.000 km: R$ 1.092,23
  • 30.000 km: R$ 918,48 
  • 40.000 km: R$ 1.675,11
  • 50.000 km: R$ 724,71
  • 60.000 km: R$ 1.568,93

Comfortline**

  • 10.000 km: -
  • 20.000 km: R$ 258,32
  • 30.000 km: R$ 187,37
  • 40.000 km: R$ 1.607,91
  • 50.000 km: R$ 692,71
  • 60.000 km: R$ 1.508,13

Highline**

  • 10.000 km: -
  • 20.000 km: R$ 258,32
  • 30.000 km: R$ 225,56 
  • 40.000 km: R$ 1.723,38 
  • 50.000 km: R$ 692,71
  • 60.000 km: R$ 1.615,57

*Estão inclusos nos cálculos itens como fluido do freio e filtros de ar (elemento e cabine), além de correia Poly-V aos 60 mil km, que a VW cobra por fora como “itens adicionais”. São componentes e óleos que têm de ser trocados de acordo com a recomendação da própria montadora e com o contrato de garantia.

**As três primeiras revisões são “gratuitas”, mas, como explicado no tópico anterior, é preciso incluir os “itens adicionais”.

10- Principais problemas

O T-Cross carrega aqueles “defeitos crônicos” normais em qualquer projeto. Aquele acabamento ruim sobre o qual falamos anteriormente acaba por resultar em reclamações, por parte dos proprietários, de barulhos e estalos das peças internas - há queixas no site do Reclame Aqui referentes a modelos com menos de 10 mil km rodados.

O problema mais comum do SUV compacto está na suspensão. Ruído excessivo e trepidação no jogo McPherson dianteiro são fontes constantes de reclamações nos primeiros anos de fabricação do carro. O que motivou até recall para solução do "afrouxamento'' das porcas superiores que fixam as bieletas nos amortecedores da frente - estas correm o risco de se soltar completamente.

Bônus: T-Cross vai mudar em breve

O T-Cross já tem data para mudar. No primeiro trimestre de 2023, o crossover da Volks passará por sua primeira reestilização de meia-vida. Estão previstas alterações na grade dianteira, nos faróis - com mais uso de LEDS - e no para-choque. 

A linha 2023 do T-Cross também ganhará mais equipamentos, com destaque para uma maior oferta de itens de auxílio à condução nas versões mais caras, como sensor de ponto cego e assistente de permanência em faixa. O acabamento, em especial do painel, também será mudado.

Gosta do T-Cross? Então pense também em um Taos: assista ao vídeo e saiba mais sobre o SUV médio!

https://www.youtube.com/watch?v=AysZPkvp0l8