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Free Flow: tags ajudam a evitar golpes no pedágio eletrônico

Sem praças físicas e com a cobrança feita por leitura de placas, criminosos passaram a explorar a falta de familiaridade dos motoristas com o modelo

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Pedágio Free Flow
Pedágio Free Flow Foto: Divulgação/CCR

A expansão do sistema Free Flow nas rodovias brasileiras trouxe mais fluidez ao trânsito, mas também criou uma nova oportunidade para golpes digitais. Sem praças físicas e com a cobrança feita por leitura de placas ou por tags, criminosos passaram a explorar a falta de familiaridade dos motoristas com o modelo para enviar falsas cobranças e induzir pagamentos indevidos.

O golpe envolvendo o Free Flow ganhou força neste ano. Desde o início do ano, a empresa de segurança cibernética Kaspersky identificou mais de 480 sites falsos que simulam páginas de pagamento de pedágio. Essas páginas podem ser usadas para roubar dados pessoais ou levar vítimas a realizar pagamentos fraudulentos.

Pedágio Free Flow
Pedágio Free Flow Foto: Divulgação/CCR

Nesse cenário, a tag pode ajudar a reduzir a exposição do motorista a links e canais não oficiais. Quando o veículo passa pelo pórtico, o dispositivo é identificado e a tarifa é direcionada automaticamente para a conta vinculada à operadora. Assim, não é necessário buscar na internet um site para verificar débitos, acessar links recebidos por WhatsApp ou realizar um Pix a partir de mensagens inesperadas.

Tags e CNH Digital

Pedágio free flow não tem praça de pedágio e nem cancelas.
Sistema Free Flow possui câmeras que registram todos os veículos que trafegam no trecho sob pedágio Foto: Divulgação

Para Fernanda Lavorenti, superintendente Jurídica e de Controles Operacionais da Veloe, a tecnologia acrescenta uma camada de segurança à experiência do usuário. Segundo ela, a cobrança automática reduz a necessidade de recorrer a canais desconhecidos para regularizar tarifas.

Outra ferramenta que passou a contribuir para a segurança é a CNH Digital. Desde o fim de agosto, o aplicativo integra informações de pedágios Free Flow, permitindo consultar dados como data da passagem, concessionária responsável e situação da tarifa. A medida facilita a identificação de cobranças legítimas.

A preocupação tende a crescer junto com a expansão do sistema. A ABCR estima que o número de pórticos Free Flow no Brasil possa dobrar até o fim de 2027. Atualmente, são 93 estruturas em operação, responsáveis por cerca de 200 milhões de passagens desde a implantação do modelo, em 2023, segundo o Senatran.

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