A conservação da pintura influencia a aparência e a valorização de um veículo. A exposição diária ao sol, chuva e poluição, além de hábitos inadequados de limpeza, podem acelerar o desgaste da lataria, embora muitos danos só se tornem visíveis com o tempo.
Segundo Ricardo Vettorazzi, Gerente Técnico de Repintura Automotiva da PPG, a manutenção correta da pintura protege a carroceria, preserva o valor de revenda e pode minimizar intervenções corretivas. Ele explica que pequenos hábitos, como a limpeza adequada e a escolha do local para estacionar, ajudam a evitar manchas e desgaste precoce.
Evite lavar com a lataria quente
Um erro comum é lavar o carro logo após ele ter ficado ao sol ou ter percorrido longas distâncias. Com a superfície aquecida, a água e os produtos secam rapidamente, o que aumenta o risco de manchas.
O ideal é esperar a lataria esfriar e usar produtos específicos para limpeza automotiva. Após a lavagem, o enceramento pode reforçar a proteção da pintura.
Fique atento ao local de estacionamento
Sempre que possível, opte por locais cobertos e protegidos do sol e da chuva. É importante ter cautela ao estacionar sob árvores, pois seiva e fezes de aves danificam a superfície se permanecerem por muito tempo em contato com a pintura.
Caso isso ocorra, a recomendação é remover a sujeira o mais rápido possível, usando um pano macio e água, sem esfregar a seco.
Poluição e poeira também exigem atenção
Partículas no ar, como poeira e poluentes, acumulam-se na superfície e comprometem o acabamento. Manter uma rotina de limpeza ajuda a evitar que essas substâncias adiram à pintura e contribuam para o desgaste da lataria.
Vettorazzi orienta que a frequência de lavagem varia com o uso do veículo e as condições do ambiente, mas a limpeza periódica é uma das principais formas de preservação.
Polimento deve ser feito com moderação
Quando a pintura perde o brilho ou apresenta pequenas imperfeições, muitos recorrem ao polimento. Embora eficaz para recuperar o aspecto da superfície, o uso excessivo pode ter o efeito contrário, reduzindo gradualmente a camada de verniz que protege a pintura.
O especialista afirma que o polimento é um recurso para corrigir imperfeições, não uma manutenção rotineira. A intervenção exige avaliação profissional para não comprometer a proteção da superfície.
Atenção aos primeiros sinais de desgaste
Manchas persistentes, perda de brilho, pontos de corrosão e diferenças de tonalidade podem indicar que a camada de proteção já está comprometida. Nesses casos, a avaliação de um profissional ajuda a identificar a origem do problema.
Vettorazzi conclui que a manutenção preventiva costuma ser mais eficiente e econômica que uma correção tardia. Pequenos sinais de desgaste não devem ser ignorados, pois indicam que a superfície está perdendo sua capacidade de proteção.
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