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Banhada a óleo

Outros carros com correia no óleo: veja a lista dos motores polêmicos

O motor do Onix Turbo não é o único com essa tecnologia; conheça outros modelos que exigem atenção redobrada com a manutenção para evitar dor de cabeça

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Citroën C3 1.2 Puretech
Citroën C3 1.2 Puretech Foto: Divulgação/Citroën

A polêmica em torno da correia dentada banhada a óleo do motor do Chevrolet Onix Turbo levantou um alerta geral entre motoristas. No entanto, essa tecnologia, que promete reduzir atrito e ruído, não é exclusiva da GM. Outros motores populares no mercado brasileiro também utilizam o sistema e exigem cuidados rigorosos para evitar problemas graves e caros.

Essa solução de engenharia, conhecida como "wet belt", substitui a tradicional correia seca de borracha por uma que trabalha imersa no óleo do motor. A ideia é aumentar a durabilidade do componente e diminuir a necessidade de manutenção. O problema surge quando o óleo errado é utilizado ou os prazos de troca não são respeitados à risca.

O contato com combustível de má qualidade ou lubrificante fora da especificação pode degradar a correia prematuramente. Pequenos fragmentos se soltam e podem entupir o pescador da bomba de óleo, comprometendo a lubrificação de todo o motor. O resultado, em casos extremos, é a falha total do propulsor, com custos de reparo que podem variar entre R$ 6.000 e R$ 40.000.

Motores que também usaram ou usam correia no óleo

Além da família de motores 1.0 e 1.2 turbo da Chevrolet, presente em Onix, Onix Plus e Tracker, outros propulsores conhecidos dos brasileiros adotam ou adotaram a mesma tecnologia. Conhecê-los é fundamental para quem possui ou pretende comprar um carro equipado com eles.

É importante destacar que, em 2026, alguns desses motores já não estão mais disponíveis em veículos novos no mercado brasileiro, sendo relevantes principalmente para quem possui ou pretende adquirir um seminovo equipado com essa tecnologia.

Ford 1.0 EcoBoost
Este motor equipou versões do Ford Ka (descontinuado em 2021) e do EcoSport (descontinuado em 2022) no Brasil. Famoso pelo bom desempenho e economia, o 1.0 turbo de três cilindros da Ford foi um dos pioneiros na popularização da correia banhada a óleo por aqui, mas hoje só é relevante para proprietários de seminovos. A manutenção exige o uso de lubrificantes específicos para evitar a deterioração da correia.

Stellantis 1.2 PureTech
O motor 1.2 PureTech Turbo do grupo Stellantis, conhecido por equipar modelos como Peugeot 208 e 2008 em gerações anteriores, também utiliza o sistema. Casos de esfarelamento da correia e consequente entupimento do sistema de lubrificação são conhecidos e acendem um sinal de alerta para os proprietários.

Como evitar a dor de cabeça

A prevenção é o único caminho para garantir a longevidade desses motores. O principal cuidado é seguir rigorosamente o plano de manutenção recomendado pela montadora. Isso inclui:

  • Utilizar exclusivamente o óleo lubrificante com a especificação exata indicada no manual do proprietário (como o 5W-30 Dexos 1 para os motores turbo da GM).

  • Respeitar os intervalos de troca de óleo e filtro, sem adiamentos.

  • Ficar atento à qualidade do combustível, pois a contaminação do óleo acelera o desgaste da correia.

  • Realizar a inspeção e a troca preventiva da correia nos prazos estipulados pelo fabricante.

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