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5 mitos e verdades sobre ter um veículo elétrico na garagem em 2026

Lista tira as principais dúvidas de quem ainda tem receio de comprar um modelo elétrico

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Estação de carregamento para carro elétrico
Estação de carregamento para carro elétrico Foto: Divulgação/GreenV

O mercado de carros elétricos no Brasil consolidou sua expansão a partir de 2024, ano em que as vendas registraram um salto significativo. Desde então, a popularização desses modelos continuou a crescer, mas muitas dúvidas e mitos ainda cercam a tecnologia. Desvendamos os principais pontos a seguir.

Mito: a bateria vicia, como a de um celular antigo

Em uma estação de carregamento de recarga rápida (DC) o BEV consegue de 30% a 80% em 30 minutos, enquanto o REEV faz a mesma porcentagem em 18 minutos.
Em uma estação de carregamento de recarga rápida (DC) o BEV consegue de 30% a 80% em 30 minutos, enquanto o REEV faz a mesma porcentagem em 18 minutos. Foto: Divulgação/Stellantis

As baterias de íon-lítio usadas nos veículos elétricos modernos não possuem o “efeito memória”, popularmente conhecido como vício. Isso significa que você não precisa esperar a carga zerar para conectá-las à tomada. Elas sofrem uma degradação natural com o tempo e o uso, mas o processo é lento e gerenciado por sistemas eletrônicos que protegem sua vida útil. A maioria das montadoras continua a oferecer garantias longas para o componente, geralmente na casa de oito anos ou 160 mil quilômetros.

Verdade: é seguro dirigir e lavar na chuva

Toyota Hilux BEV
Toyota Hilux BEV Foto: Divulgação

Um veículo elétrico é tão seguro na chuva quanto um modelo a combustão. Todos os componentes de alta tensão, como motor e bateria, são completamente selados e isolados para evitar qualquer contato com a água. Os carros passam por testes rigorosos de segurança para garantir proteção total contra choques elétricos, seja em um temporal ou em um lava-rápido. O sistema desarma automaticamente em caso de qualquer falha.

Mito: o custo de energia para "abastecer" é alto

O custo para recarregar um carro elétrico em casa é significativamente menor do que encher o tanque de um veículo a gasolina. Um modelo elétrico popular roda, em média, 6 km por quilowatt-hora (kWh). Considerando um custo médio de R$ 0,95 por kWh no Brasil em 2026, rodar 100 km custaria cerca de R$ 15,80. Um carro a gasolina que faz 12 km/l, com a gasolina a R$ 6,50, gastaria mais de R$ 54,00 para percorrer a mesma distância. A economia mensal continua expressiva.

Mito: a manutenção é mais complexa e cara

GWM Ora 03 BEV 56 é edição limitada do elétrico
GWM Ora 03 Foto: Divulgação/GWM

Na realidade, a manutenção de um elétrico tende a ser mais simples e barata. O motor elétrico tem pouquíssimas peças móveis em comparação com um motor a combustão. Não há troca de óleo, velas, filtros de ar ou combustível, nem sistema de escapamento. As revisões periódicas focam em itens como freios, suspensão e pneus, componentes presentes em qualquer tipo de veículo. O desgaste dos freios também costuma ser menor, graças ao sistema de frenagem regenerativa.

Verdade: viajar exige mais planejamento

Embora a rede de recarga pública tenha se expandido consideravelmente nos últimos anos, ela ainda não se compara à capilaridade dos postos de combustíveis. Para o uso diário na cidade, a recarga em casa resolve a necessidade da maioria dos motoristas. No entanto, viagens longas exigem um planejamento cuidadoso das rotas para garantir que haja eletropostos disponíveis no caminho. Aplicativos especializados ajudam a mapear os pontos de recarga e a evitar imprevistos.

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