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Vale a pena?

Aditivo no combustível: serve para alguma coisa ou é dinheiro fora?

Eles prometem limpar o motor e melhorar o desempenho, mas será que funcionam? Especialistas explicam os tipos de aditivos e quando vale a pena usar

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Bico de bomba de gasolina abastecendo o tanque
Bico de bomba de gasolina abastecendo o tanque Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Com a gasolina e o etanol pesando no bolso, muitos motoristas se perguntam se os aditivos para combustível realmente funcionam. A promessa é tentadora: limpar o motor, melhorar o desempenho e até economizar. Mas, na prática, o resultado pode variar bastante dependendo do tipo de produto e do estado do veículo.

Os aditivos são compostos químicos desenvolvidos para aprimorar as propriedades do combustível. Sua principal função é atuar como detergente, dissolvendo e removendo resíduos de carbono que se acumulam em componentes como válvulas, bicos injetores e câmara de combustão. Essa sujeira é um subproduto natural da queima do combustível.

Com o tempo, o acúmulo desses depósitos pode comprometer a eficiência do motor. Isso resulta em falhas na aceleração, aumento do consumo de combustível e maior emissão de poluentes. Um aditivo de qualidade, devidamente homologado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ajuda a manter o sistema limpo, garantindo que a mistura ar-combustível seja a mais próxima possível da ideal.

Tipos de aditivos e suas funções

No mercado, existem basicamente duas formas de utilizar aditivos. A primeira é por meio dos combustíveis já aditivados, vendidos diretamente na bomba. Eles contêm uma fórmula balanceada para manter o motor limpo de forma contínua. É uma estratégia de prevenção, ideal para quem busca cuidado a longo prazo.

A segunda opção são os aditivos vendidos em frascos, conhecidos como "aftermarket". Eles são concentrados e devem ser adicionados diretamente no tanque. Geralmente, são usados para uma limpeza mais pontual ou corretiva, especialmente em carros mais antigos ou que sempre utilizaram combustível comum. É importante verificar se o produto é compatível com a atual mistura de etanol na gasolina brasileira, garantindo sua eficácia e segurança.

Vale a pena usar?

A resposta depende do perfil de uso e do carro. Para veículos novos ou que recebem manutenção adequada e utilizam regularmente combustível aditivado de boa procedência, o uso frequente de aditivos concentrados em frasco geralmente não é necessário.

Já para carros com alta quilometragem que apresentam sintomas de perda de rendimento, um aditivo de limpeza concentrado pode trazer benefícios visíveis. Ele pode ajudar a restaurar parte da eficiência perdida ao remover depósitos de carbono mais antigos e resistentes.

O mais importante é seguir a recomendação do fabricante do veículo e utilizar produtos de marcas confiáveis, verificando certificações e avaliações de outros usuários. Para os aditivos de frasco, é crucial respeitar a dosagem correta indicada na embalagem para evitar problemas. No geral, abastecer regularmente em postos de boa procedência com combustível aditivado costuma ser a solução mais eficaz e segura para garantir a saúde e a durabilidade do motor.

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